Em todas as áreas em que pulsa o conhecimento humano, as conquistas da ciência e da tecnologia se sucedem, surpreendentes. No campo da comunicação, se levávamos dias e até meses para conhecer um fato, atualmente, nós os conhecemos no momento em que ocorrem. Dizem com acerto que o mundo ficou pequeno.
Ocorre, todavia, que, junto a tanta conquista, surge um sério problema que afeta a saúde física, psíquica e moral de grande parcela da humanidade e preocupa psicólogos, psicanalistas, psiquiatras e estudiosos do comportamento humano.
São eles que advertem para o mal que vem causando a crianças, jovens e até adultos o uso inadequado das chamadas redes sociais, a par do uso injusto e imoral e da escravização a atrações nem sempre convenientes, que prejudicam as atividades normais e indispensáveis. Há indivíduos que passam horas diante de uma telinha, como aquele jovem que, segundo o noticiário, teria permanecido 40 horas ininterruptas usando a Internet.
Trata-se de problema tão preocupante que já há clínicas de reabilitação de dependentes da tecnologia. A culpa é da ciência tecnológica? Evidentemente, que não. É dos que não sabem dosar a utilização de tão importantes recursos. É dos familiares que, a pretexto de estarem trabalhando ou descansando, deixam seus filhos ao cuidado dos ‘deseducadores’ eletrônicos. Solução?! A volta da vida em família, com mais diálogo e interação! Em relação a tudo que nos convém, que se estabeleça o “use, mas não abuse”.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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