Operadora de Jaguara vai analisar o caso dos ranchos


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O contrato de concessão entre o governo federal e a empresa Engie, para controle da usina de Jaguara, entre Rifaina e Sacramento, será assinado em 10 de novembro. A empresa pode solicitar que a antiga operadora, Cemig, permaneça executando a operação e manutenção da hidrelétrica por até 180 dias. “Estamos avaliando qual será o tempo necessário para executar uma transição suave e sem problemas”, disse José Laydner, diretor de geração da Engie no Brasil.
 
O grupo empresarial francês é o maior gerador privado de energia elétrica do País e opera 32 usinas. Em setembro, a Engie venceu o leilão promovido pela União e conquistou a concessão de Jaguara com um lance de R$ 2,1 bilhões. A troca de comando na hidrelétrica deixou animados os donos de ranchos construídos nas margens do rio Grande.
 
A Cemig é a responsável pela maior parte das ações que pleiteiam na Justiça a reintegração de áreas dos ranchos. A companhia havia firmado acordo com o Ministério Público Federal se comprometendo a retomar as áreas ocupadas de maneira irregular sob pena de ser multada e processada. Como a Cemig não é mais parte legítima, a defesa dos rancheiros vai pedir a extinção dos processos. 
 
Questionada a respeito, a Engie informou que, tão logo assuma a concessão da usina, fará uma avaliação criteriosa de toda a área de preservação permanente e de todas as ocupações lá existentes. “Em seguida, decidiremos a melhor maneira de atuar para cumprir o que determina a legislação brasileira, a licença ambiental da usina e o contrato de concessão, conciliando os anseios da população com a proteção ao meio ambiente e promovendo o uso sustentável do entorno dos reservatórios”, concluiu o diretor.
 
Como as regras do leilão previam a transferência somente dos ativos, a empresa disse que avaliará a situação dos atuais funcionários e que pretende formar um time próprio para realizar a operação e manutenção da usina. Informou, também, sem citar valores, que estão sendo previstos investimentos a curto e médio prazo na usina Jaguara.
 

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