Francano é condenado a 8 anos por atropelar frentista em RP


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 Imagens de arquivo mostram gravação da câmera de segurança do posto de combustíveis invadido por Caio
Imagens de arquivo mostram gravação da câmera de segurança do posto de combustíveis invadido por Caio
O francano Caio Meneghetti Fleury Lombard, de 28 anos, foi condenado a oito anos e quatro meses em regime fechado, acusado de dupla tentativa de homicídio. Em 2008, o então estudante invadiu um posto de combustíveis em Ribeirão Preto com seu carro, arrancou uma bomba, atropelou um frentista, bateu em outro veículo e também atingiu o motorista. Apesar da condenação, o francano poderá recorrer em liberdade. 
 
O julgamento foi nessa terça-feira, pelo Tribunal do Júri no Fórum de Ribeirão Preto. Composto por cinco homens e duas mulheres, o júri popular determinou que Caio é culpado da acusação de dupla tentativa de homicídio.
 
O julgamento teve início às 10 horas e se estendeu até a noite. Entre as testemunhas, estavam o delegado responsável pelo caso, Luís Geraldo Dias, e Carlos Alaede Pereira da Silva, o frentista que foi atropelado no posto da avenida Independência. Outras três testemunhas de acusação e cinco de defesa foram ouvidas.
 
De acordo com o jornal A Cidade, o francano também prestou depoimento. Afirmou que não se lembra do acidente. Disse que estava inconsciente, porque teria sido obrigado a ingerir bebida alcoólica e atribuiu o fato a veteranos do curso de Direito da Unaerp, onde ele estudava. “Fui submetido ao trote pelos meus veteranos, que me obrigaram a beber algo que não sabia o que era e a cheirar um pano”, disse.
 
Julgamento
Para rebater as alegações de Caio, o promotor Marcus Túlio Nicolino mostrou um vídeo da câmera do posto, em que é possível ver o momento em que o GM Vectra do francano invade o posto, arranca uma bomba de combustível, atropela Carlos e bate em outro veículo, também atingindo o motorista.
 
Depois, nas imagens, o carro aparece acelerando com o frentista embaixo. A atitude de Caio e o fato de ter ingerido bebida alcoólica, segundo um laudo feito na época, fizeram com que o promotor pedisse sua condenação. “Mais vidas serão tiradas se crimes como esse não forem reprimidos”, afirmou, ainda segundo o A Cidade.
 
Após as alegações finais da defesa e da acusação, o júri optou por condenar o francano. Após o juiz anunciar a pena, Caio deixou o Fórum de Ribeirão pela porta da frente.

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