Vereadores repudiam leitura de carta anônima


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O primeiro a levantar o tema foi Corrêa Neves Júnior (PSD)
O primeiro a levantar o tema foi Corrêa Neves Júnior (PSD)
A leitura de uma carta apócrifa pela Câmara com acusações  a integrantes do governo municipal, na sessão passada, justamente, quando os vereadores iriam votar a abertura de uma comissão processante contra o prefeito Gilson de Souza (DEM), foi repudiada até mesmo por vereadores da oposição na sessão de hoje.
 
O primeiro a levantar o tema foi Corrêa Neves Júnior (PSD). "É preciso ter muito cuidado antes de fazer a leitura de denúncia anônima. A quem vamos responsabilizar em caso de acusação infundada? Mesmo no Judiciário não há denúncia anônima. O que há é o sigilo do denunciante. É preciso elevar o nível de responsabilidade para não cometer injustiças".
 
Adérmis Marini (PSDB), líder da oposição, também não aprovou a leitura da carta anônima feita pelo primeiro secretário, Kaká  (PSDB).  "A situação me incomodou muito. Defendo a transparência, mas sou contra este tipo de coisa. Qualquer um pode escrever o que quiser e colocar as pessoas em situações constrangedoras. Tem que apurar antes de se dar publicidade".
 
O vereador Della Motta (Podemos) também reclamou. "É lógico que denúncias precisam ser apuradas, mas tem que se ter muito cuidado".
 
O presidente Marco Garcia ((PPS) disse que foi a primeira vez que fato semelhante ocorreu na Câmara e que a Mesa Diretora vai se reunir para discutir a forma adequada de dar encaminhamento a denúncias recebidas.

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