Enquanto diligências acerca da morte da comerciante Núbia Ribeiro Duarte, 21, continuam, a Polícia Civil começou a ouvir nessa segunda-feira pessoas próximas à vítima e aos acusados, o auxiliar de mecânico Leonardo Gonçalves Cantieri e a estudante Lauany Viodres, ambos de 20 anos.
Ontem, os pais de Leonardo estiveram na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e prestaram depoimento. Ainda abalados, segundo a polícia, eles falaram com o delegado Márcio Garcia Murari sobre o envolvimento do filho com as drogas. “Segundo seus pais, o Leonardo começou a mexer com entorpecentes a partir dos 16 anos. Ainda assim, ele trabalhava na oficina do pai, na Vila São Sebastião. Mas, quando se envolveu com a Lauany, tudo teria mudado”, disse.
O comportamento do auxiliar, de acordo com o que seus pais disseram à polícia, não foi mais o mesmo. O filho teria se distanciado ainda mais, quando foi morar com a estudante de Direito em um apartamento no Parque das Esmeraldas, há cerca de dois meses, e se tornado mais submisso a ela, com quem mantém um relacionamento há um ano e dois meses.
A mãe de Núbia, Tânia Ribeiro, também esteve na delegacia nessa segunda-feira. Porém, segundo Murari, não pôde fornecer mais informações à polícia, já que afirmou não conhecer o jovem, tampouco Lauany.

Leonardo, sua namorada Lauany e Ítalo são acusados de matar a jovem comerciante Núbia Ribeiro
Depredação
Além de sofrer com o envolvimento do filho com a morte de Núbia Ribeiro, a família de Leonardo enfrentou outro problema. Bandidos invadiram a oficina do pai do acusado, na Vila São Sebastião, e fizeram um verdadeiro “limpa”.
Além de furtar diversos objetos e ferramentas, os criminosos escreveram “assassino” na parede do estabelecimento e deixaram um rastro de destruição na oficina. O caso foi registrado e será investigado nos próximos dias.
O caso
Núbia foi encontrada morta na estrada da Seval, perto de Patrocínio Paulista, há uma semana. Ela apresentava uma facada no rosto, amassamento de crânio e seu corpo estava parcialmente queimado.
A vítima estava desaparecida desde o domingo anterior. Nas investigações, descobriu-se que ela foi se encontrar com Leonardo, com quem teve um breve caso. Ele e Lauany teriam armado uma emboscada para atrair a jovem. Núbia foi esfaqueada, agredida e queimada, tendo o corpo deixado na estrada rural.
Para a polícia, o casal, que está preso desde a última quinta-feira na Cadeia Pública do Jardim Guanabara, contou com a ajuda de um terceiro acusado. Trata-se do desempregado Italo Vinícius Neves, de 32 anos.
Preso graças a um mandado por tráfico de drogas, ele alega que foi o responsável somente por abandonar o Honda Civic de Núbia na rodovia Nelson Nogueira, onde foi encontrado na segunda-feira, dia 27 de setembro.
A DIG investiga sua participação no assassinato de Núbia e, assim como os namorados, pode ser indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Núbia Ribeiro
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