APROVAÇÃO DO GOVERNO TEMER É A MAIS BAIXA DESDE A ÉPOCA DE SARNEY
O presidente Michel Temer (PMDB) deve estar atravessando um baita inferno astral. Enrolado com as delações e gravações do empresário Joesley Batista, depois de ter visto dois de seus mais diletos amigos apanhados com a boca na botija (ou as mãos no dinheiro), enfrenta agora mais um pedido do STF (Supremo Tribunal Federal) para que o Congresso autorize que seja investigado. E, no meio da semana, ainda viu sua popularidade despencar para 3% de aprovação, o menor nível desde 1989, quando José Sarney teve 7% de aprovação na pesquisa do Ibope. Segundo dados divulgados pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), a popularidade de Temer cai pelo quarto trimestre consecutivo.
A pesquisa CNI-Ibope mostrou que apenas 3% da população consideram o governo Temer ótimo ou bom. Já 77% consideram ruim ou péssimo; 16% avaliam com regular e 3% não sabem ou não responderam. Na pesquisa anterior, a popularidade de Temer já havia caído a seu nível mais baixo entre os ex-presidentes. Em julho deste ano, 5% dos entrevistados avaliaram o governo como ótimo ou bom, 21% como regular, 70% como ruim ou péssimo e 3% não souberam ou não responderam. Segundo a pesquisa da CNI, o aumento da impopularidade também foi registrado pelo número de pessoas que dizem não aprovar a maneira do presidente governar ou que não confiam no presidente. O percentual dos entrevistados que confiam em Temer caiu de 10%, em julho, para 6%, em setembro. Já 92% não confiam no presidente; na última avaliação, esse percentual era de 87%.
O índice que desaprova a maneira do presidente Temer governar também subiu de 83% para 89%. Entre as notícias mais lembradas pela população estão as que tratam da corrupção no governo, da Operação Lava Jato e a liberação para exploração mineral na Renca (Reserva Nacional de Cobre e Associados). Como se pode perceber, por mais que se tenha indicadores mostrando a evolução gradual da economia, a população não vê melhoras. O repúdio ao “toma lá, dá cá” que tomou conta do governo na primeira votação do possível afastamento de Temer também contribuiu para a baixa avaliação. Sem tempo de traçar uma estratégia para explorar as medidas que melhoraram a economia, o governo federal perde cada vez mais o apoio popular, que pode ainda inviabilizar até as aprovações de reformas essenciais para tirar o País do buraco. A percepção do brasileiro, que passa pelo mercado de trabalho (ainda temos mais de 13 milhões de desempregados, número mais alto do que em agosto do ano passado, sedundo o IBGE), que atualmente se recompõe com muita lentidão. Com isso, o Brasil vai se arrastando agonizante até 2019, quando tomará posse um novo presidente.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.