Uma história de sucesso que começou há mais de três décadas. Hoje composta por três lojas, com 55 funcionários e um crescimento anual de 16%, mesmo diante da instabilidade econômica enfrentada pelo Brasil, a Chokdoce é pioneira em Franca na venda de doces e artigos para festas. Em 1972, a bordo de uma perua, o casal Edison Arantes, 67 e Maria Helena Pereira Arantes, 56, iniciaram a venda de doces, de porta em porta, pelos bairros de Franca. Assim nascia a Chokdoce, que apenas 16 anos depois, em 1988, ganharia esse nome e sua primeira loja, no bairro Cidade Nova.
Formado em marketing pela Unifran (Universidade de Franca), Fabiano César Arantes, 37, que hoje administra as lojas junto aos seus pais e seus três irmãos - Juliano César Arantes, Edison Arantes Júnior e Giovani Arantes -, recebeu a equipe do Comércio para contar um pouco dessa história.
Como nasceu a Chokdoce?
A empresa mesmo, com esse nome, nasceu em 1988, aqui no Cidade Nova, em um depósito bem menor do que o que ocupamos hoje. Mas meus pais começaram as vendas alguns anos antes, em 1972. Em uma perua, eles mantinham os produtos que eram vendidos de porta em porta em Franca. O negócio foi dando certo, ele foi conquistando cada dia mais clientes. Com o jeito empreendedor e o jeito para vendas, eles foram crescendo. Com os resultados, minha mãe deu a ideia de abrirem a primeira loja. No total, foram quase 15 anos vendendo a linha de doces de porta em porta. O nome Chokdoce foi escolhido pelo meu pai em um dia em que estava na loja, à noite. E deu super certo. Somos pioneiros na cidade na venda de doces, embalagens e artigos para festas em geral, por varejo e atacado. Além de Franca, temos um nicho de consumidores de municípios em um raio de até 200 km.
Como foi a decisão de expandir os negócios e abrir, além da loja no Cidade Nova, também as unidades da Integração e do Centro?
Foi um caminho natural de expansão pra gente. A escolha da Integração foi motivada especialmente por ser uma região ampla e em grande desenvolvimento. A inauguração dessa segunda loja aconteceu em 2006 e, três anos depois, em 2009 abrimos a unidade no Centro. A região Central foi uma escolha óbvia por tratar-se de um local que recebe diariamente milhares de pessoas. Hoje contamos com 55 funcionários nas três lojas e nossa preocupação vai muito além de vender e oferecer bons produtos, temos principalmente uma preocupação com o aspecto social dos nossos clientes.
Além da venda dos produtos, tanto para o varejo como atacadista, vocês trabalham com cursos durante todo o ano. Como nasceu essa ideia e como funciona?
Levamos valores para o nosso cliente e um olhar para o novo. Uma nova perspectiva de vida e renda ou até mesmo como forma de terapia. Então esse é um grande diferencial do negócio hoje, pois mexemos com a população de uma forma que ela possa progredir. Muitas vezes as pessoas estão desempregadas e tem nos cursos uma nova fonte de renda. Essa iniciativa nasceu junto com a empresa em 1988. Hoje temos cursos durante o ano todo, de confeitaria e panificação. Aproveitando ainda as datas especiais, como Dia das Mães, Páscoa, Dia dos Namorados e Natal, entre outras. Os cursos acontecem nas três lojas e também nas cidades vizinhas, em parceria com prefeituras e entidades assistenciais. Trazemos chefs de referência para nossa cidade, trazendo tendências e oportunidades para os nossos clientes. O objetivo é fazer com que os alunos obtenham ainda mais lucros e mostrar como eles podem conquistar isso.
Qual o principal diferencial da Chokdoce?
Olhar para o social, pensando em um todo. Levar e criar valores para a população de um modo geral. Acreditar que quando ajudamos a sociedade a se desenvolver, ganha quem está lá na ponta do ciclo e nós também. Ou seja, uma situação em que todos saem vencedores, visando um todo e não apenas a nossa empresa.
Hoje o País vive uma instabilidade econômica grande, mas já esteve em situação ainda mais complicada. Como é possível manter um negócio próspero mesmo nesse cenário?
Continuar acreditando no nosso País e no nosso povo e levando sempre bons serviços para a população. Entendemos a instabilidade, mas não pegamos isso como uma verdade para o nosso negócio. Não gostamos de usar o termo “crise”, mas, sim, ‘instabilidade”. Acredito que a crise esteja dentro das pessoas e, assim, dentro das empresas. Em meio a situações ruins temos a opção de escolher entre vender lenços ou chorar. Sempre fazemos uma escolha, entre vender lenços ou chorar. Nossa empresa e toda a diretoria sempre escolhe os lenços. Ir para cima, fazer as coisas diferentes, inovar, ser melhor, melhorar os processos e procedimentos, ou seja, investir na gestão da empresa. Crescemos, em média, 16% por ano, tanto antes como durante essa instabilidade.
Em que momento vocês perceberam que a Chokdoce era um sucesso?
São dois momentos importantes. Qual era a nossa preocupação enquanto diretoria da empresa? É que hoje não pensamos diretamente em nós, mas em todo o nosso quadro de colaboradores. Pois se a nossa empresa estiver bem e tendo sucesso, os nossos colaboradores, diretos e indiretos, também estarão bem. Pensamos em um todo, que temos que continuar apresentando bons resultados e tendo sucesso, pois assim contribuímos para o desenvolvimento social da cidade, inclusive gerando empregos. O outro ponto é que quando a concorrência chegou na nossa cidade, permanecemos crescendo e evoluindo. Somos um meio de transformação desse mercado e nos sentimos importantes e fortalecidos quando continuamos crescendo, empregando e nos transformando.
Estatísticas mostram que muitas empresas fecham as portas nos primeiros cinco anos de atividade. Qual seria a dica que daria para aqueles que querem investir em um novo negócio não entrarem para essas estatísticas?
É preciso formar muito bem o alicerce de uma empresa para evitar que ela feche suas portas já nos primeiros anos. Oferecer produtos de qualidade, diversificar e investir no crescimento sustentável da empresa. Muitos hoje abrem seus negócios sem saber o que fazer, sem pesquisar o mercado. É preciso saber administrar, formar bons preços, vender bons produtos e divulgar tudo isso. O caminho não é fácil, mas é muito mais possível quando se planeja e se investe em algo que conhece, as chances de continuar no mercado assim são bem maiores.
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