Casal acusado de matar Núbia fica no Guanabara por 30 dias


| Tempo de leitura: 3 min
Casal saiu da DIG, na noite de quinta-feira, e foi levado para a Cadeia Pública do Guanabara
Casal saiu da DIG, na noite de quinta-feira, e foi levado para a Cadeia Pública do Guanabara
Por 30 dias, a moradia do casal Lauany Viodres do Prado e Leonardo Gonçalves Cantieri, ambos de 20 anos, será a zona Oeste de Franca. Mais precisamente a Cadeia Pública do Jardim Guanabara. É lá que os acusados de matar a comerciante Núbia Ribeiro, 21, no último domingo, devem ficar, em razão da prisão temporária decretada pela Justiça.
 
Desde que saíram da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Lauany e Leonardo têm companhia em suas celas. Ela divide o espaço com outras cinco detentas que estão no Guanabara e a informação passada pelo delegado Eduardo Lopes Bonfim, responsável pelo presídio, é de que as detentas receberam Lauany com naturalidade, diferente das mais de 300 pessoas que se posicionaram na porta da delegacia, na quinta-feira, chamaram a universitária de “assassina” e clamaram por justiça.
 
Já Leonardo está acompanhado de outros 12 homens, divididos em outras celas também. Ele e a namorada não mantêm contato e não podem receber visitas, além de seus advogados. 
 
Novos depoimentos
Ontem, sob escolta policial, o casal saiu da cadeia para, mais uma vez, prestar depoimento na DIG. De acordo com o delegado Márcio Murari, eles deram novos detalhes do caso, mas não informou o que seria. “O casal ratificou algumas coisas que já havia dito e só o final da história agregou mais informações. Faremos novas diligências e, em breve, uma acareação entre Lauany, Leonardo e o desempregado Italo Vinícius Neves, de 32 anos, deve acontecer”, disse. O procedimento tem como objetivo esclarecer divergências em depoimentos colhidos anteriormente.
 
Italo, que está preso na Penitenciária de Franca por tráfico de drogas, negou envolvimento no assassinato de Núbia. Disse que foi responsável apenas por levar o carro da vítima do Parque das Esmeraldas, onde Leonardo mora, até a rodovia Nelson Nogueira, onde deveria ser abandonado.
 
Manifestação
Hoje, às 19 horas, acontece uma mobilização na praça central, em frente à Concha Acústica. Segundo uma das organizadoras, amigos, parentes e pessoas que se comoveram com o caso participarão do ato. A intenção é que todos usem roupas brancas e levem velas. “Nós vamos cantar a música Trem Bala, que era a preferida da Núbia, faremos uma oração e um minuto de silêncio”, disse a amiga da vítima.
 
 
‘A dor que sinto não tem medida’
A comerciante Tânia Ribeiro, mãe da jovem Núbia Ribeiro, 21, morta no último domingo, rompeu o silêncio e escreveu pela primeira vez sobre a dor da perda da filha. Em uma postagem em uma rede social, Tânia discorreu sobre sua dor. “Não sei expressar o que estou sentindo. Ainda não acredito. A dor que sinto não tem medida, tamanho nem intensidade. É a pior das dores que já senti.”
 
Sobre a filha, descrita por amigos e pessoas próximas como uma jovem alegre, companheira e de riso fácil, Tânia destacou que ela não gostava de tristeza. “Não gostava de histórias tristes. Gostava de alegria, de diversão, de festa... O céu está em festa com a presença dela lá. Minha vida se resumia em amá-la e vê-la bem. Cuidar dela e assim vai ser para sempre. Vou continuar cuidando daqui com muitas orações”, escreveu a mãe.

Tânia durante sepultamento da filha Núbia Ribeiro no Cemitério da Saudade - Foto: Dirceu Garcia/Comércio da Franca

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários