Casal acusado de matar Núbia se apresenta na DIG e é preso


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Leonardo Cantieri, pivô da morte de Núbia Ribeiro e Lauany Viodres, namorada que queria vingança
Leonardo Cantieri, pivô da morte de Núbia Ribeiro e Lauany Viodres, namorada que queria vingança
Quatro dias depois da morte da comerciante Núbia Ribeiro, de 21 anos, o casal apontado como responsável pelo bárbaro crime se entregou à polícia. A universitária Lauany Viodres e o namorado, o auxiliar mecânico Leonardo Cantieri, ambos de 20 anos, se apresentaram na sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), na manhã dessa quinta-feira.
 
O casal chegou na delegacia por volta de 9h em um GM Spin insulfilmado. Estava acompanhado do advogado e não falou com ninguém, tendo a entrada protegida pelos policiais civis. De uma das garagens da DIG, seguiram direto para salas separadas para prestarem depoimento.
 
No período da manhã, houve resistência do casal em dar sua versão. De acordo com o delegado Márcio Garcia Murari, Lauany se mostrou indiferente e fria durante a oitiva. “Inicialmente, ela negou qualquer envolvimento e declarou inocência. Por ser estudante de Direito, tentou mostrar algum conhecimento sobre leis. Foi fria o tempo todo. Já o Leonardo, a princípio, também negou”, disse.
 
Pela resistência e para novas diligências que comprovam o contrário, os depoimentos foram interrompidos por algumas horas e retomados às 14 horas, após o advogado de defesa de Lauany, José Antônio Abdala, voltar para a DIG. Segundo ele, essa pausa foi necessária, porque o casal estaria abalado com o ocorrido. “Eles estão muito angustiados com toda essa situação e assustados com a repercussão.”
 

‘Fria e calculista’
Foram necessárias dez horas para que os depoimentos terminassem. De acordo com Murari, a demora se deve pelas várias contradições apresentadas pelo casal, sendo necessário que os policiais mostrassem provas de suas participações. Ainda assim, Lauany negou e surpreendeu até mesmo policiais que possuem anos de carreira. “Ela mostrou uma frieza que chamou atenção. Foi dissimulada e cheia de si, se negando a dizer qualquer coisa. O Leonardo estava mais abatido e inicialmente negou, mas depois falou mais sobre o caso”, disse Murari.
 
Os namorados já estavam com a prisão temporária decretada pela justiça e, agora, os mandados foram cumpridos. Após os depoimentos e sob forte escolta de policiais civis de distritos e delegacias especializadas, do GOE (Grupo de Operações Especiais) e da Polícia Militar, saíram da DIG, rumo à Cadeia Pública do Jardim Guanabara, onde permanecem presos. 


Leonardo diz que Lauany deu facada
Com um semblante abatido e cabisbaixo, o auxiliar mecânico Leonardo Cantieri prestou depoimento em duas ocasiões na DIG. Na primeira, negou envolvimento com a morte de Núbia Ribeiro. Porém, no final da tarde, decidiu mudar sua versão e confessou participação.
 
Segundo o relato dele à polícia, sua namorada, Lauany Viodres, dias depois de ir ao brechó de Núbia, por ciúmes, viu mensagens que ele havia enviado para a vítima e se irritou.
 
Leonardo disse que, então, sua intenção foi colocar uma diante da outra e marcou encontro com Núbia, levando-a em seu VW Gol até um ponto do Distrito Industrial, onde a namorada os aguardava.
 
Ainda conforme o depoimento do auxiliar, as duas teriam discutido e se atracaram. Disse ainda que ambas tinham facas e, quando olhou, viu Núbia ferida. Contou que ela caiu, desacordada, e foi colocada dentro do Gol por ele. “Leonardo afirmou que levou a vítima até a casa do terceiro envolvido, na Vila Raycos, e pediu para ele dar um jeito. Teria, então, deixado isso a cargo do suspeito”, disse o delegado Márcio Murari que, nos próximos dias, fará uma acareação com os três, ou seja, colocá-los frente a frente para confrontá-los sobre suas versões.

O GCN transmistiu ao vivo no Facebook o momento que o casal é transferido para o Guanabara. Assista:




Lauany joga culpa no namorado
Em meio às negações de que teria esfaqueado, golpeado na cabeça e queimado o corpo de Núbia Ribeiro, a universitária Lauany Viodres, atribuiu a morte ao namorado, Leonardo Cantieri, e ao homem de 32 anos que, até então, era tido como responsável apenas por levar o carro de Núbia do Parque das Esmeraldas até a rodovia Nelson Nogueira.
 

Segundo Márcio Murari, a acusada disse que, há dois meses, foi com uma amiga até o brechó de Núbia para falar sobre o breve relacionamento que ela teve com seu namorado, mas teriam apenas conversado. A história foi retomada após o último sábado, quando Leonardo procurou a vítima. Ao ver, no domingo, Lauany teria ficado nervosa e pedido que ele desse um “corretivo” na comerciante. Ele teria topado.
 
À noite, o casal teria ido até a casa do terceiro acusado e ela, ficado lá. “A Lauany diz que o Leonardo chamou o outro, que conhecia por usarem drogas juntos, para dar essa ‘lição’. Depois, eles voltaram dizendo que o homem matou Núbia”, disse Murari.
 
Sobre o sumiço após o crime, a jovem disse que, com medo da repercussão que o caso tomou logo na segunda-feira, eles fugiram para Itaú de Minas (MG), onde ficaram até a manhã dessa quinta-feira.

Veja o momento que o casal é apresentando no final dos depoimentos: 

 

Hoje!

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Centenas de pessoas protestam e pedem justiça
Quase 300 pessoas se aglomeraram nas imediações da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), durante a tarde e noite de quinta-feira, para acompanhar o andamento do caso da comerciante Núbia Ribeiro, 21.
 
Aos gritos de “justiça” e “assassina”, referindo-se à universitária Lauany Viodres, 20, suspeita de matar e queimar o corpo de Núbia acompanhada do namorado, Leonardo Cantieri, 20, a multidão protestou. Entre os dizeres, estavam os pedidos de justiça e palavras de baixo calão, além de homenagens a Núbia.
 
Por volta de 19h20, foi necessário que as polícias Civil e Militar isolassem a entrada da DIG e o quarteirão para preparar a escolta do casal até a cadeia. Às 20 horas, eles saíram da delegacia, sendo vaiados pela população.

Veja como foram as manifestações de populares na porta da DIG: 



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