Recado à espera de resposta


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A abertura do processo de cassação contra o prefeito Gilson de Souza (DEM) foi definida domingo, às 11 horas. Neste horário, terminou a reunião realizada pelo diretório municipal do PSB que havia sido convocado para definir a posição da bancada na votação de terça-feira, 26. Ficou decidido que Pastor Palamoni e Claudinei da Rocha votariam “sim”.
 
Antes deles, Adérmis Marini (PSDB), Cristina Vitorino (PRB), Kaká (PSDB), Tony Hill (PSDB) e Marco Garcia (PPS) já haviam resolvido apoiar a abertura da comissão. O governo demorou a tentar tomar alguma atitude para tentar reverter o placar desfavorável. Agora, vai sofrer desgaste desnecessário, especialmente porque a fundamentação para instalação da CP é tida, até por oposicionistas, como frágil.
 
Não é segredo para ninguém que a comissão processante é uma decisão política. A acusação de não fiscalizar ambulantes é pano de fundo. A Câmara está irritada mesmo é com a morosidade do governo e com o fato de Gilson não repassar para as entidades os recursos do orçamento impositivo.
 
Gilson, que foi à abertura do Congresso da Acif, bem que poderia seguir o conselho deixado por João Doria (PSDB). “Prefeito tem que fazer gestão eficiente, não pode ter medo de tomar decisões e precisa trabalhar em parceria com a Câmara e com a iniciativa privada”. Os vereadores de oposição também poderiam tirar algum proveito da palestra de Doria. A começar, por aplaudir - e não demonizar - as parcerias com a iniciativa privada, símbolo da gestão tucana na capital paulista.
 
Aliados infiéis 1: Gilson acomodou aliados na Prefeitura. Foi apunhalado. A pressão para que cobre a conta é grande. O PSB ocupa cerca de dez cargos comissionados, preenchidos por Elson Boni, Ricardo Pereira, Cordeiro, Marcelo Ramalho e doutor Danilo, entre outros. Os dois vereadores do partido votaram pela abertura do processo de cassação.
 
Aliados infiéis 2: O presidente do Podemos (partido de Della Motta), Ronei de Faria, e o secretário-geral, Gil Magela, também são comissionados. Estão lotados na Feac.
 
Não podemos: O diretório do Podemos fará reunião hoje à noite para ouvir explicações de Della Motta. Ele pode ser punido. Não há muita gente que aposte nisso.
 
Pisante novo: Não vai ser por falta de sapatos que João Doria não correrá atrás de votos para chegar à presidência. Durante visita a Franca, ele ganhou seis pares de calçados.
 
Edson Arantes
Jornalista
edson@comerciodafranca.com.br
 

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