CRIME BRUTAL COMOVE FRANCA E EXPÕE A INSANIDADE HUMANA SEM um SENTIDO
Nas últimas décadas temos visto a célere deterioração do ser humano, diante de atos brutais, insanos e violentos que não deveriam caber em uma sociedade dita racional. Dos animais, o homem é o único considerado capaz de raciocinar, mas nem assim deixa de se ombrear com bestas feras. Animais selvagens matam para saciar a fome, integrando uma pirâmide alimentar da qual o ser humano é uma raça à parte. Matamos por vingança, ciúme ou por motivos fúteis (para roubar um par de tênis ou um aparelho de celular). A raça humana ataca e mata seus semelhantes por causa de diferenças religiosas, raciais e de gênero, na maioria das vezes sem nenhum remorso ou sentimento de culpa.
Ontem, Franca amanheceu estarrecida com o assassinato da jovem comerciante Núbia Ribeiro, de apenas 21 anos, atraída para uma emboscada por outro jovem com o qual tinha um relacionamento, Leonardo Gonçalves Cantieri, 20, que, com a ajuda da namorada, a estudante de Direito Lauany Viodres do Prado, 20, a matou a facada. Não satisfeito, o casal ainda ateou fogo no corpo de Núbia. Foi um crime com requintes de crueldade que não encontra paralelo nem entre os animais mais selvagens. O que mais estarrece é que os dois suspeitos são apresentados como jovens de classe média, que tiveram todas as oportunidades na vida e que demonstraram uma brutalidade inimaginável nos dias de hoje para matar uma garota que tinha toda uma vida pela frente. O fato enluta não apenas uma cidade, mas causa polêmica ao se ver, nas redes sociais, comentários depreciativos à vítima, como que a culpando pelo próprio assassinato. Núbia foi executada friamente, sem qualquer chance de defesa, numa manobra urdida por um casal que não merece qualquer consideração.
Não há desculpas ou motivos que justifiquem qualquer tipo de ato violento. O ser humano, em condições de raciocinar e medir bem os seus atos, não pode considerar qualquer assassinato (seja ele dos pais, como tramou Suzane Vom Richtoffen, ou de um bebê dentro da barriga da mãe, como ocorreu recentemente no Rio de Janeiro ou de uma dentista, queimada viva por não ter dinheiro, há alguns anos atrás) um “sinal dos tempos”. É preciso que aprendamos a colocar nos nossos Legislativos, principalmente no Congresso Nacional, em Brasília, elementos que realmente queiram colocar o Brasil nos trilhos, sem trabalhar pensando apenas nos próprios futuros (político, econômico e penal). Enquanto não houver uma resposta dura a atos como o que estamos vivenciando não apenas no Brasil, dificilmente a humanidade caminhará rumo à paz e a um futuro glorioso. Aqui, as leis precisam ser mais realistas. Para que não nos tornemos uma sociedade amedrontada e abandonada à própria sorte.
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