Esmolas ampliam a mendicância


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NOTÍCIAS POSITIVAS SOBRE A CIDADE E HÁBITO DE DAR ‘MOEDINHAS’ ATRAEM MORADORES DE RUA
A questão dos moradores de rua está tomando uma grande dimensão nos últimos tempos e domina o noticiário e as redes sociais, em razão do número de pedintes que prolifera pelas ruas do município. Agora, a situação atual começa a incomodar, em razão de incidentes entre moradores de rua e cidadãos, que já começam a ser ameaçados para dar “um dinheirinho”, na maioria das vezes para que o pedinte sacie os seus vícios. O pior é que muitos deles estão lucrando com as esmolas mais do que um trabalhador que cumpre jornada diária. É um contrassenso que deixa revoltados muitos trabalhadores que encontram dificuldades para ganhar o pão de cada dia e, ao andar pelas ruas do centro, costumeiramente é parado a cada esquina por pedintes. Um dos grandes problemas é continuar incentivando a mendicância: dar esmolas só estimula o pedinte. As notícias sobre as condições de vida (e emprego) por aqui também são chamarizes para a busca pela cidade.
 
O secretário de Ação Social, Vanderlei Tristão, o Tico, esteve ontem na Câmara de Vereadores para falar sobre o problema e disse que o Poder Público não está parado diante do desafio: tentar reduzir o número de pessoas vivendo nas ruas de Franca. Segundo ele, em 2018, a Prefeitura deve destinar cerca de R$ 20 milhões para as entidades assistenciais da cidade para os projetos já acertados com o Poder Público Municipal. Vanderlei disse que não há como acabar com a mendicância: “o que dá é para colocar sob controle”. O secretário anunciou que deve começar a partir da próxima semana uma campanha contra a esmola dada a moradores de rua. Se ninguém der, os moradores de rua serão desestimulados.
 
Vanderlei ainda disse que deve ser criado um grupo de abordagem para catalogar quem são essas pessoas que vivem nas ruas da cidade e também deve ser instalada uma casa de passagem para abrigar temporariamente as pessoas que não são de Franca e querem voltar aos seus municípios de origem, mas não têm condições financeiras. O secretário ainda anunciou a implantação de um Centro de Atendimento ao Migrante, que será instalado na Rodoviária de Franca. Trata-se de um serviço que já existiu e funcionava bem, mas ninguém explica as razões de ter sido descontinuado. Tico prometeu ainda a montagem de uma miniagência de emprego no centro para tentar oferecer oportunidades a pessoas que não tem qualificação. Vanderlei disse que com a criação de todos esses serviços a expectativa é que o numero de pessoas vivendo nas ruas de Franca diminua. Vamos esperar para ver se estas iniciativas, se implementadas, trarão os resultados que a população espera.
 

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