O vereador Corrêa Neves Jr. (PSD) foi o primeiro vereador a se manifestar sobre o pedido de abertura de processo de cassação do prefeito. Para ele, é preciso sim pressionar o governo para a busca de soluções, mas o vereador não viu elementos para a cassação de Gilson de Souza (DEM). "Não acho que a discordância sobre a forma de agir seja motivo para cassar o mandato de um prefeito. A comissão processante deve avaliar crimes, irregularidades graves, mas não a forma como o prefeito decide governar Isso quem tem que avaliar é o eleitor".
O vereador disse que o pedido de cassação ganhou importância como retaliação ao apontamento de um erro da Câmara no processo de aprovação das emendas impositivas para o orçamento do ano que vem. "Todos nós sabemos o que está por trás desse pedido de cassação. Não podemos revidar dessa forma".
Segundo Corrêa Neves, não há nenhum ilícito na postura de Gilson. O vereador ainda lembrou a existência de um acordo entre o prefeito Gilson de Souza e o Ministério Público para a solução da questão dos ambulantes. "O prazo vence no dia 6 de janeiro. É um prazo enorme que eu espero que o prefeito não utilize espero que ele acorde e aja antes".
Corrêa pediu que os colegas reflitam sobre o posicionamento diante do pedido feito pelo radialista.
O presidente da Câmara, Marco Garcia (PPS), usou a palavra para negar que a abertura da comissão tenha como fundo o veto das emendas. "O processo da lei orçamentária ainda nao se encerrou. O prefeito ainda pode incorporar as emendas na Lei Orçamentária Anual (LOA). A questão não são as emendas. Mas preciso só dizer uma coisa: se o prefeito está tão preocupado com as entidades para o ano que vem, devia era ter pago as impositivas deste ano".
Corrêa Neves disse que concorda que na questão das entidades o prefeito deveria sim ter acatado as emendas impositivas de 2017. "Só acho que isso não justifica a abertura de uma comissão processante. E eu volto à questão central: qual a razão de se interromper o mandato do prefeito? Qual o ilícito cometido pelo prefeito? ". Ao final, o vereador defendeu que a Câmara continue cobrando e fiscalizando. "Mas a abertura de uma comissão processante é uma medida extrema. É um direito que nos cabe mas que não devemos exercer".
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