Doria ataca Lula e PCC na abertura do Congresso da Acif


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 A palestra foi encerrada com seu tradicional bordão: “Acelera, Brasil”
A palestra foi encerrada com seu tradicional bordão: “Acelera, Brasil”
O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), abriu na tarde desta segunda-feira o 4º Congresso Empresarial da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca). Ele falou sobre gestão pública para uma plateia de duas mil pessoas. O tucano disse que não se apresenta como candidato à presidência da República. Mas se portou e foi recepcionado como tal. A exemplo do que vem repetindo durante suas viagens pelo País, fez contundentes críticas ao PT e, principalmente, ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT). Também atacou o crime organizado.
 
 
Logo na abertura de sua explanação, ao fazer breve histórico de sua vida privada, ficou evidente que Lula seria o seu alvo. “Tenho 59 anos, sou casado e tenho três filhos. Aos 13 anos, comecei a trabalhar e tirei a carteira de trabalho, coisa que o Luís Inácio mentiroso da Silva não tem.”
 
 
Doria lembrou que começou a disputa eleitoral em São Paulo com apenas 2% das intenções de voto. “Eu era o patinho feio e manco da disputa em uma campanha de 60 dias. Fui à luta, arregacei as mangas, fiz 223 visitas na periferia. Acordei cedo e dormi tarde. Pela primeira vez, alguém venceu no primeiro turno em São Paulo.” Pela primeira vez, também, foi aplaudido pelo público, aplausos que se repetiram diversas vezes ao longo da palestra.
 
Disse que tem enorme respeito pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Afirmou que, apesar de cortejado pelo DEM e pelo PMDB, não pretende deixar o partido. “Estou no PSDB porque eu quis.” 
 
 
Ao começar a falar sobre sua administração em São Paulo, desceu do palco e se colocou mais próximo da plateia. “O que estamos fazendo na Prefeitura é inovação, gestão diferenciada. Para ter eficiência de gestão, precisa ter coragem. Sou totalmente a favor da privatização. Estamos realizando o maior programa de desestatização que São Paulo já viu.”
 
 
Em seguida, falou de seu trabalho para acabar com a “Cracolândia” na região central de São Paulo. “Estamos dando atendimento para quem precisa. Para os bandidos, é cadeia.” Doria falou que a administração do PT, com Fernando Haddad, seu antecessor, precisava de autorização para entrar no local. “Na minha cidade, traficante não manda. Não há espaço para essa gente. Não tenho medo do PCC e de bandidos, não. A minha cidade tem comando, bandidos não vão ter moleza.”
 
Defendeu suas viagens pelo País e disse ter credibilidade e uma vida honesta. “Eu viajo pelo bem da cidade e do País. Deixo um recadinho para a turma do PT: eu trabalho para o povo. Devolvo todo o meu salário como prefeito para o terceiro setor. Tenho orgulho de ser diferente do PT. Eles quase acabaram com o País. Serei uma voz presente. Vim para o enfrentamento e para fazer o que é necessário.”
 
Finalizou dizendo que a economia está melhorando e que o País voltará a produzir e gerar empregos a partir do final do ano “Não percam a esperança, lutem. Não deixem que uma minoria ruidosa se sobreponha”. A palestra foi encerrada com seu tradicional bordão: “Acelera, Brasil”.

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