'O imóvel é o melhor investimento', diz Parra


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Marcos Parra,47, é um empreendedor nato. Nasceu para fazer negócios, o dom para concretizar vendas corre no sangue. Ainda jovem, começou a vender calçados. Em 1988, para não ficar parado no fim do ano, quando normalmente ocorre o recesso das fábricas, começou a negociar imóveis. Descobriu sua verdadeira paixão. Casas davam mais retorno do que sapatos. 
 
Comprar, vender e alugar imóveis passou a fazer parte de sua rotina. Em 1996, realizou o sonho de abrir uma imobiliária própria, que se chamava Ética. Em 2008, a empresa passou a ser conhecida pelo seu sobrenome, Parra. Tornou-se referência pela excelência na prestação de seus serviços.
 
Atuante em todas as área do setor imobiliário, a Parra é a incorporada do Residencial Unique, moderno edifício voltado à classe alta, construído no bairro São José, que será entregue no próximo dia 27, com quase 90% dos 84 apartamentos já vendidos. As obras começaram há 30 meses.
 
O corretor e empresário recebeu o Comércio para contar a sua história. Vale a pena acompanhar.
 
Há três décadas, o senhor trabalha negociando imóveis. O que a corretagem significa em sua vida?
A corretagem de imóvel significa você servir a pessoa naquilo que ela mais quer para a família, que é o lar. Quando a pessoa começa a vida, ela tem uma pretensão. Em princípio, é adquirir um imóvel mais econômico. Depois, ocorre o desenvolvimento. A família tem filhos, troca de imóvel, enfim, vai adequado o lar à sua necessidade. É muito prazeroso quando o corretor consegue ajudar as pessoas a atingirem este objetivo, realizarem este sonho. Nossa missão é servir, ser prestativo.
 
O que despertou no senhor o dom para a negociação de imóveis?
Comecei a atuar no setor meio que por acaso. Eu trabalhava com calçados, meu pai tinha uma loja de sapatos. Me casei e comecei a trabalhar como representante comercial. Encerraram-se as vendas e eu ficaria outubro, novembro e dezembro esperando os negócios reiniciarem novamente em janeiro. Para não ficar parado neste período, fui trabalhar como corretor de imóvel e deu certo. Acabei faturando mais do que com as vendas de sapato e decidi continuar no ramo. Foi uma decisão acertada, felizmente. Dentro do mercado imobiliário, sempre me preocupei em estar servindo a necessidade do cliente. Cresci vendo as necessidades do mercado.
 
O número de prédios aumentou muito em Franca nos últimos anos. A construção vertical é uma tendência na cidade?
Sem dúvida. Os vazios urbanos acabaram. Os loteamentos estão ficando distantes, na periferia, sejam econômicos ou de alto padrão. Agora, Franca está querendo morar em cima de tudo, perto de tudo. A verticalização é, sim, uma tendência. O primeiro motivo, é até incrível. Às vezes, as pessoas acham que é pela segurança, mas não. O primeiro item é a convivência entre as pessoas. Ficar isolado cada um na sua casa incomoda. Um edifício vertical agrega muito, deixa junto. Cada prédio forma uma comunidade. A segurança e localização privilegiada também contribuem para o aumento da procura por prédios.A paisagem da cidade já está se transformando. Antes, quando a gente estava na rodovia e chegava a Franca, contava meia dúzia de prédios. Hoje, calculo que já estamos com 30 edifícios. A construção vertical acelerou muito nos últimos dez anos.
 
Um novo edifício de alto padrão, o Unique, será inaugurado na próxima quarta-feira. Como foi participação da Parra neste empreendimento?
Nossa participação foi na prospecção do melhor local, da necessidade que existia no mercado de ter um prédio diferenciado. O Unique é o primeiro prédio em Franca no estilo moderno. A maioria é estilo contemporâneo. Trouxemos um arquiteto diferenciado, que tem projetos no Nordeste e, também, atua fora do Brasil; tem projetos em Barcelona. Ele fez algo bem diferente mesmo, proporcionando essa convivência entre os condôminos. Havia um espaço generoso para que pudesse ter uma área de lazer completa, tanto para as crianças, quanto para os adultos. Os apartamentos também são diferenciados em seu modelo. São 180 metros quadrados totalmente úteis, não tem área perdida.
 
Como foi a procura dos clientes pelos apartamentos?
Foi fantástica. Durante o período de obras, fomos realizando as vendas. Hoje, estamos com 87% do prédio vendido. As pessoas já vão começar a mudar em outubro. A nossa satisfação é enorme. É um público de classe média alta que veio para cá, mas não tem um valor assim agressivo. O preço e as condições de pagamento são vantajosos. Hoje, adequamos as condições de acordo com as necessidades do cliente, não é nada mais engessado. Cada um compra de uma maneira. Como a inflação está baixa, é possível dar prazos, pegar imóvel na troca, enfim, sempre é possível adaptar.
 
A crise econômica afetou o setor imobiliário em Franca?
Enfrentamos uma situação muito ruim com a instabilidade política, na qual os juros sobem e o valor do mercado dos imóveis estava caindo. Acredito que a fase negativa já passou, caiu o que tinha que cair. O juro alto fazia com que a pessoa ficasse com o dinheiro aplicado para aguardar o momento mais oportuno. Hoje, o cenário está o contrário. A taxa de juros, que é principal fator, caiu. Os mercados de agronegócios e de manufaturados deram uma estabilizada. Estamos notando um aumento nos negócios. O imóvel sempre foi seguro, historicamente, é o melhor investimento. Em qualquer lugar do mundo, quem tem imóveis, terá uma vida com longevidade mais feliz. As pessoas têm este conhecimento. Então, com a melhora da economia, os negócios voltaram a se aquecer. O cenário ruim já passou.
 
Qual a perspectiva para o ano que vem?
Para 2018, esperamos a retomada do modelo de negócio, desde a classe econômica, até a classe mais alta. No período de dificuldades que passamos, a classe A continuou comprando, mas a classe econômica foi a mais afetada por conta da instabilidade no emprego. A falta de emprego gera insegurança. Estamos acompanhando o mercado e notamos que a situação está melhorando. A capacidade do nosso povo de se adequar é enorme. As pessoas se viram. Diante das dificuldades, surgem diversos empreendedores. Estamos muito otimistas para o próximo ano.
 
A crise enfrentada pelo setor provocou uma transformação na relação entre os corretores de imóveis, que deixaram de atuar de maneira isolada e se uniram para enfrentar a crise. O que pode nos falar sobre o trabalho integrado?
Quando o mercado baixa, aquele que entra para o ramo para aproveitar a oportunidade logo sai, porque a origem dele não é ser corretor. Hoje, ficaram os profissionais corretores de imóveis, que são do ramo há muito tempo. Com a dificuldade, as parcerias começaram a brotar naturalmente, coisa que agente fazia há 30 anos, quando comecei, e que havia se dispersado com o tempo. Hoje, a integração dos profissionais está latente. Estão surgindo vários negócios por isto. Aprendemos que concorrente é “com a corrente”, estamos todos no mesmo barco. Por meio do treinamento, aperfeiçoamento e da troca de experiência, estamos conseguindo fazer fluir os negócios. Além disto, estamos prestando um serviço de melhor qualidade aos clientes, que é o principal.
 
Qual a dica que o senhor dá para as pessoas que estão pensando em investir?
Quem investe no mercado imobiliário, é uma pessoa mais serena, tranquila. O negócio é sólido, mas é preciso ter paciência e aguardar a médio e longo prazo. O imóvel nunca foi investimento de curto prazo. O tempo sempre está a favor de quem investe no mercado imobiliário.

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