Nós não percebemos, mas nosso cérebro trabalha o tempo todo, guardando informações e permitindo que aprendamos coisas novas a todo instante. A capacidade de nossa memória é muito maior que a de um computador sofisticado. Mesmo assim, às vezes esquecemos alguma coisa. É que guardamos o que parece mais útil e podemos nos confundir com lembranças. Mas esquecer tem uma função. Se a memória guardasse tudo, haveria grande transtorno na hora de procurar informações. Por outro lado, esquecer é um jeito que a memória dispõe de nos proteger, pois fatos muito dolorosos costumam ser esquecidos com o tempo.
Pessoas diferentes memorizam informações de maneiras diferentes. Se você se lembra com facilidade de rostos, pode-se dizer que tem boa memória visual. Se decora letras e melodias sua memória auditiva é boa. Se ao pensar numa fruta, se lembra logo do sabor, tem boa memória gustativa. Já se é o aroma de uma fruta que surge primeiro na memória, seu forte é a memória olfativa. Há também quem pense com facilidade na textura- isso quer dizer que tem boa memória tátil. Como se pode perceber, a memória guarda profunda relação com os sentidos.
Nossas memórias se dividem em dois tipos: a de curto prazo e a de longo prazo. A primeira guarda coisas por pouco tempo, como a lista de compras do supermercado. A outra guarda seu endereço completo. E, curiosamente, podemos nos lembrar de algo que não aconteceu. É que a imaginação e a memória acionam áreas próximas no cérebro e às vezes imaginamos algo ou nos deixamos influenciar pelo que os outros dizem. Nossa imaginação fazer ficção, criar coisas que não vivenciamos de fato.
Para aumentar o poder de nossa memória podemos praticar alguns exercícios. O primeiro deles é o exercício físico: caminhar, fazer esteiras, praticar esportes... Alimentar-se bem, consumindo alimentos com vitaminas B,C,D e minerais ajuda muito. Dormir pelo menos oito horas por dia é outra dica valiosa. Prestar atenção ao que faz, focar no momento, é importante: às vezes fazemos um coisa pensando em outras, o que não ajuda a fixar a memória. Ler é um fator de grande importância na expansão e fixação das memórias. Relacionar alguma coisa que acabou de aprender com outras já aprendidas é muito eficaz: procure juntar ideias, associá-las. Memorize palavras-chave que podem ajudar você a se lembrar de situações. Por exemplo: o gosto da maçã que você está comendo com a redação que você está escrevendo.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.