A revista Veja publicou nesta sexta-feira, 22, uma reportagem de Giulia Vidale, em sua versão digital, sobre os últimos meses de Marcelo Rezende. O apresentador morreu no último sábado, 16, aos 65 anos, vítima de um câncer no pâncreas com metástase no fígado.
Segundo a reportagem, desde quando descobriu a doença, logo após não conseguir tomar um vinho, como sempre fazia, no começo de maio, ele foi sentenciado com a doença incurável. A perspectiva seria uma sobrevida de pelo menos três anos, seguindo o tratamento convencional. Segundo a reportagem, na primeira sessão de quimioterapia, Marcelo teria sucumbido. Ele não apareceu nas próximas.
A matéria narra que após o episódio, o jornalista ficou ainda mais recluso e investiu pesado em tratamentos espirituais. A opção foi tomada mesmo contra a vontade de familiares.
Marcelo se encontrou com um bispo da Igreja Universal, de Edir Macedo, e depois com o médium espirita João Deus, em Goiás. O próprio médium teria indicado que o apresentador procurasse o nutrólogo Lair Ribeiro, com quem Rezende passou os últimos meses se tratando, na base de uma alimentação sem carboidratos.
À revista, Lair afirmou que só se encontrou com Marcelo Rezende uma vez. Mas pessoas próximas ao jornalista garantiram que eles mantinham contato. Rezende teria passado semanas em Ribeirão Preto, onde atua uma médica ligada a Lair Ribeiro. O gasto de Marcelo com o tratamento não convencional seria em torno de R$ 50 mil por semana, e envolvia capsulas importadas.
Nas últimas semanas de vida, foi necessário o aluguel de uma ambulância que ficava na porta da casa de Marcelo. As dores eram cada vez maiores. Cinco dias antes de morrer, ele acabou internado. Segundo a revista, antes de morrer, Lair ficou cerca de uma hora com Marcelo ao telefone. “Quando Marcelo foi internado, Lair Ribeiro ficou uma hora com ele ao telefone, dizendo que a dor é o caminho da cura”, disse a Veja.
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