Há muita semelhança entre os antigos romanos e os Estados Unidos. Sabe-se que a sobrevivência do Império Romano dependia das guerras, pois dos povos derrotados eram saqueados de toda a riqueza, em grande parte utilizada para a manutenção do seu exército. Hoje, as guerras e tensões geopolíticas são necessárias aos EUA para que também mantenham um gigantesco efetivo de soldados, pois somente no Japão e na Coréia do Sul são mais de 70 mil. Imagine um ambiente de paz e sem qualquer tipo de ameaça a ela. Haveria razão para manter um efetivo militar tão gigantesco assim? As indústrias de armamentos norte-americanas faturariam os bilhões de dólares que lucram com o cenário atual? Sem vendas de armas, como ficaria a arrecadação de impostos nos EUA, sabendo-se que mais de 50% da mesma é destinada à defesa? E o que fazer com milhares e milhares de soldados dispensados dos serviços militares? A economia conseguiria absorver todos, assegurando-lhes emprego? Deixemos a ingenuidade de lado e vamos aceitar que paz é algo que não interessa aos EUA. Sem guerras, a economia estadunidense iria à falência. São amplamente condenáveis as atitudes do doentio e louco governo norte-coreano, mas por outro lado não sejamos ingênuos em acreditar no discurso humanitário dos EUA, pois o gigantesco volume de dinheiro desperdiçado com gastos militares seria suficiente para colocar fim à fome e à pobreza no mundo, em especial na África. E, sem pobreza teríamos todas as condições para fazer prevalecer a paz. Como podemos perceber o tempo passou, mas o espírito romano continua vivo e atual no discurso hipócrita de Donald Trump, segundo o qual se faz disposto a destruir toda a Coréia do Norte, subtendendo-se o seu próprio povo. Leia em http://gcn.net.br/no ti cias/361109/brasil-e-mundo/2017/09/trump-exige-democracia-na-venezuela-em-reuniao-com-temer-e-outros-laderes
Darsio Batista
Franca - SP
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