Carteiros entram em greve e entregas são suspensas


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Paralisação deve atingir serviço de toda a região: correspondência dos municípios passa por Franca
Paralisação deve atingir serviço de toda a região: correspondência dos municípios passa por Franca
Quem fez compras pela internet e está aguardando a entrega pelos Correios vai ter de esperar mais tempo. Quem também recebe boletos para pagamento de contas pelos Correios precisará ficar atento. Desde a manhã de ontem, 80% dos funcionários que trabalham no setor de distribuição, encomendas e entrega das agências do Correio de Franca e região estão de braços cruzados por tempo indeterminado. 
 
A categoria decidiu aderir à greve nacional que começou na última segunda-feira. Segundo o diretor do Sintect (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) na regional de Ribeirão, Erasmo Carlos Marcari Padilha, a paralisação foi decidida depois que as negociações com a diretoria dos Correios para o acordo salarial da categoria se esgotaram. “Eles (a diretoria) não apresentaram nenhuma alternativa de aumento. Só um pacote de maldades. Querem demitir 30% dos trabalhadores e cobrar mensalidade para o plano de saúde. Nosso salário já é baixo, se ainda tivermos que pagar o plano, não teremos como comer”, disse. 
 
Em Franca, pela manhã, os grevistas fizeram uma manifestação em frente à Agência Central. O grupo de cerca de 60 pessoas gritava palavras de ordem. “Fizemos esse ato para chamar a atenção da população e vamos continuar promovendo mais protestos”. 
 
Com a paralisação, a distribuição e entrega de correspondências e encomendas pelos Correios em Franca está suspensa por tempo indeterminado. “Não vamos voltar a trabalhar enquanto a empresa não rever esse posicionamento de cortar pessoal e aumentar nossos gastos”. Como a distribuição de correspondências das cidades vizinhas depende do centro de distribuição de Franca, elas também serão afetadas. 
 
Apesar da greve, os outros serviços oferecidos pelas agências, como distribuição de kits do Seja Digital, emissão de CPFs, e outros, continuam funcionando normalmente.
 
Ainda de acordo com o diretor, não há data para que a categoria volte a negociar o acordo salarial. “A empresa encerrou as negociações e não quer nos ouvir. Então, sem essa revisão dos termos, manteremos a greve”.

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