Qual o País devemos desejar? O do Rodrigo Caio ou o do Jô? Em lance que provocaria em punição ao atacante corintiano, o que favoreceria o São Paulo, o zagueiro são-paulino valendo-se da honestidade, disse ao juiz que Jô não lhe havia feito falta, fazendo com que o árbitro voltasse atrás e não mais expulsasse o corintiano. Na época, Jô disse a respeito do caso: “a gente precisa ser o mais sincero e honesto no grupo possível. Eu sairia em defesa, ia elogiar meu companheiro. Essa atitude nos dá uma responsabilidade muito grande na próxima vez que acontecer. Se acontecer, a gente tem que fazer igual”, resumiu o corintiano, em abril. Mas, ontem (domingo) o jogador corintiano teve a oportunidade de colocar em prática o seu discurso ao marcar um gol escandalosamente feito com a mão. Todavia, nada de falar a verdade e após o jogo, o jogador disse: “O juiz interpretou que não foi então foi bom para a gente. O importante é a vitória suada, os três pontos’”. Sua atitude certamente é aplaudida pela ampla maioria dos corintianos. A questão aqui não é o futebol em si, mas o maldito jeitinho brasileiro, a malandragem. Algo que identifica muitas pessoas no Brasil que vivem se passando de honestas, que batem suas panelas nas ruas clamando pela ética e pelo fim da corrupção, mas que no dia-a-dia são tão desonestas e carentes de caráter quanto os políticos que elas mesmas criticam. Infelizmente, estamos mais para um Brasil do Jô e, anos luz distante de um Brasil do Rodrigo Caio. Leia em http://gcn.net .br/noticias/361000/opiniao/2017/09/desculpas-muito-alam-de-esfarrapadas
Darsio Batista
Franca - SP
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