Consciência deve ser permanente


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ESTIAGEM PROVOCA ESCASSEZ DE ÁGUA: PARA NÃO FALTAR, DESPERDÍCIO DEVE SER EVITADO
Mais uma vez nos vemos às voltas com uma crise da água, causada por uma estiagem prolongada que tem reduzido a captação dos mananciais que abastecem os municípios do Estado de São Paulo. Novamente, acende-se a luz amarela para a finitude de um dos elementos essenciais à vida em nosso planeta. Diante da redução do volume captado nos mananciais que abastecem Franca (Rio Canoas e Córrego Pouso Alegre), ainda há quem continue desperdiçando este importante insumo para a manutenção de toda a vida no nosso planeta. Há quem, sem total controle ainda utiliza litros e litros de água para lavar calçadas, assentar a poeira da rua ou para lavar carros. Um desperdício que não pode ser admitido nestes dias secos e quentes que estamos atravessando. E muito menos em qualquer outra ocasião.
 
Cada consumidor deverá assumir a responsabilidade pelo futuro do planeta. A Sabesp (que opera o tratamento e a distribuição de água no nosso município) alerta para a situação, apontando que a vazão está muito abaixo do necessário. E o que é pior: a estiagem e o tempo seco podem agravar ainda mais a situação. Somente em maio tivemos um volume de precipitação pluviométrica dentro do normal. Depois disso, apenas poucos milímetros não foram capazes de repor o volume considerado necessário para que não haja racionamento ou corte de água nos bairros da cidade. Já passou da época em que donas de casa diariamente molhavam calçadas e ruas com a torneira aberta, perdendo-se milhares de litros de água a cada dia. Trinta anos atrás não existia a consciência de que podemos ficar sem água. Campanhas foram feitas, por governos e empresas, sobre a necessidade de economizar. Banhos mais rápidos, uso consciente do recurso e iniciativas que possam reduzir o consumo são primordiais para que a água não volte a faltar.
 
É necessário que o próprio governo, quando da construção de moradias populares, inclua equipamentos capazes de torná-las sustentáveis, com a captação de água da chuva e reaproveitamento do líquido usado na lavagem de roupas. O custo não é tão alto como se pensa e será importante para racionalizar o consumo. Hoje é possível usar água do banho e da lavagem de roupas na descarga do banheiro, o que permite uma grande economia no final do mês. Além disso, a água da chuva pode ser usada para tarefas como regar plantas, lavar áreas externas e também na descarga do banheiro. Abandonar a mangueira em diversas tarefas, inclusive para lavar carros, também é possível. Neste último caso, basta um balde. Levada a sério, a sustentabilidade poderá causar uma nova perspectiva de futuro, não apenas quanto à água, mas também aos demais recursos finitos que são importantes para a manutenção da nossa vida.
 

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