ENSINO


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Os pesquisadores e burocratas, aqueles mesmos que sequer sabem o que vem a ser uma sala de aula e vivem do conforto de seus gabinetes, costumam dizer que a violência praticada por certos alunos está no fato de que a escola e o trabalho do professor não são interessantes para tais discentes, numa clara intenção de culpar o profissional pelo fracasso escolar. Fico a pensar sobre a pertinência da pesquisa no Brasil. Afinal, a cada ano são produzidas centenas e mais centenas de trabalhos de pesquisa pelas universidades, na forma de artigos, monografias, TCC, dissertações e teses de doutorado, e tudo isso se reserva unicamente ao objetivo de conferir titulo acadêmico, sem qual retorno para as escolas. E, o pior de tudo, grande parte dessa produção financiada com dinheiro público. Pergunto ao leitor se com tanta produção não deveríamos ter o nosso próprio modelo de educação, calcado em teorias condizentes com a nossa realidade? Mas o que assistimos é a imposição de algo importado e de grande utopia quando se analisa a realidade brasileira, ou seja, a progressão continuada. Ocorre que na prática a progressão continuada isenta o aluno de assumir qualquer responsabilidade pelos próprios estudos. Afinal, como se sabe a ampla maioria dos alunos não reserva um mínimo de tempo para estudos em casa e não participa das atividades desenvolvidas em sala.
Darsio Batista
Franca - SP
 
 

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