Fome, o maior flagelo mundial


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MAIS DE 10% DA POPULAÇÃO MUNDIAL SOFRE COM INSEGURANÇA ALIMENTAR
Um dos principais flagelos da humanidade, hoje, é a insegurança alimentar: mais de 10% da população mundial passa fome e grande parte desse número é formado por crianças, sem condições de se alimentar adequadamente. Em todo o mundo, 815 milhões de pessoas passam fome (a população mundial hoje é estimada em 7,6 bilhões de habitantes). Um dos desafios da humanidade será garantir que, em 2050, com uma população estimada em 10 bilhões de pessoas, todos tenham o que comer, prevê o relatório The State of Food Security and Nutrition in the World 2017 (o estado da segurança alimentar e nutrição no mundo, em tradução livre). O estudo foi anunciado no final da semana passada por organismos das Nações Unidas e oferece estimativas atualizadas sobre o número e proporção de pessoas que sofrem com a fome, apresentando dados globais, regionais e nacionais, além de avaliar as perspectivas para o futuro.
 
A grande maioria das 815 milhões de pessoas que sofrem de insegurança alimentar (489 milhões) vive em países afetados por conflitos. Quase 122 milhões de crianças menores de cinco anos, com atrasos de crescimento (75% delas), estão em zonas que passam por situação de conflito. De acordo com o relatório, os países em conflito apresentam em média uma taxa de desnutrição infantil de 9% a mais do que nos outros países. Desde 2010, com o aumento dos conflitos violentos, estabeleceu-se a tendência de aumento no número de desnutridos nestes locais.
 
Após uma trajetória de queda, que durou mais de uma década, a fome em todo mundo parece estar aumentando de novo. Enquanto em 2015 o número de pessoas subalimentadas no mundo era 777 milhões, agora o problema alcançou 815 milhões. 
 
Além das situações de conflito, a má distribuição de renda e o desperdício de alimentos em todo o mundo contribuem para esta situação, que vem aumentando nos últimos anos. Por outro lado, o sobrepeso é um problema crescente na maioria das regiões do mundo. Estima-se que 6% das crianças com menos de 5 anos estavam acima do peso em 2016 (41 milhões), em comparação com 5,3% em 2005. A obesidade em adultos também segue crescendo em todo o mundo, e representa um importante risco de doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer. A obesidade mundial mais do que dobrou entre 1980 e 2014. Em 2014, 600 milhões a mais de pessoas estavam obesas, o equivalente a 13% da população adulta mundial. São duas pontas de um mesmo problema, mostrando que cerca de 1,5 bilhão de pessoas sofrem com a má alimentação no mundo, situação que merece atenção profunda, já que desnutrição e obesidade aumentam os riscos de morte ou sequelas graves.
 

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