O Brasil no jazz do músico Eduardo Machado


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Além de fazer shows no Brasil e no mundo afora, Eduardo se dedica à escola de música que montou com o amigo Fabiano Salmazzo, o IGB
Além de fazer shows no Brasil e no mundo afora, Eduardo se dedica à escola de música que montou com o amigo Fabiano Salmazzo, o IGB
De seus 43 anos de idade, 30 tem sido dedicados à música. Com um estilo tipicamente brasileiro dentro de um gênero musical oriundo de Nova Orleans, nos Estados Unidos, ele tem conseguido difundir a ideia do jazz e música brasileira instrumental pelo País e até pelo mundo.
 
Nascido em Franca, logo cedo Eduardo Machado começou a se interessar pela música. Aos 12 anos, ganhou um baixo e não parou mais. Estudou MPB e Jazz no Conservatório Dramático e Musical “Doutor Carlos de Campos”, em Tatuí (SP) e no BIT (Bass Institute Technology), em Londres. Por dois anos também estudou com o baixista Celso Pixinga.
 
Desde que iniciou a carreira, Eduardo pôde tocar com nomes da música brasileira e internacional e já lançou cinco álbuns e um DVD. Entre suas inspirações estão Arthur Maia, o guitarrista Jimi Hendrix, o eterno baterista do Led Zeppelin, John Bonham, e o saxofonista Charlie Parker. “São músicos fantásticos e que deixaram seus nomes na história da música”, comentou. Eduardo pôde, inclusive, trabalhar com um desses ídolos neste ano. “O Arthur foi um parceiro recente, já que esteve na gravação do meu DVD no Teatro Municipal de Franca”.
 
Em sua trajetória musical, o contrabaixista também trabalhou com Alexandre Magno, Diego Figueiredo, Roberto Menescal, Márcio Bahia, Bob Wyatt e Robertinho Silva. Com o último, lançou dois álbuns de nome “União”.
 
O segundo volume é o trabalho mais recente do baixista. Lançado em 2016, traz arranjos musicais em que Eduardo tenta mesclar o baixo com a percussão feita por Robertinho que, por mais de duas décadas, trabalhou com o cantor Milton Nascimento. “Pudemos explorar novos timbres e melodias com essa parceira. No primeiro CD, foi basicamente baixo e percussão. Agora, tivemos a participação de outros músicos, como o Diego, a Nay Carvalho, o Gil Reis e o Chico Oliveira”, disse.
 
Além de fazer shows no Brasil e no mundo afora, Eduardo se dedica à escola de música que montou com o amigo Fabiano Salmazzo, o IGB (Instituto de Guitarra e Baixo). Há 18 anos, ensina a arte que denomina ser “sua vida inteira”. “A música é tudo para mim. O que conquistei foi graças a ela e é algo que me acompanha desde que eu era criança e tinha apenas o sonho de ser um baixista”.
 
Para o início do ano que vem, o artista deve lançar um novo álbum. A intenção é trabalhar no choro, um estilo inédito em seus trabalhos. “Estou estudando bandolim para isso. Já quero começar a gravar ainda em 2017. Eu gosto de inovar e gravar gêneros diferentes. Também tenho a pretensão de fazer algum projeto voltado para o soul”, contou. Eduardo também deve fazer shows de jazz e para difundir sua música na França, Suíça, Alemanha e outros países da Europa em 2019.

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