Justin faz show certinho, mas sem novidades no RiR


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Justin fez show sem grandes novidades no Rock in Rio
Justin fez show sem grandes novidades no Rock in Rio

Marco Aurélio Canônico
FolhaPress

Voltando ao Rock in Rio após quatro anos, o americano Justin Timberlake mostrou, já nas primeiras horas desta segunda (18), um show muito parecido com seu anterior: bem produzido e bem executado, mas não exatamente arrebatador.

O repertório de 16 canções tinha 12 que já haviam aparecido em 2013, privilegiando as dos álbuns "FutureSex/LoveSounds" (2006) e "The 20/20 Experience" (2013).

Carismático e escolado no showbiz americano desde criança, Timberlake mostrou todo seu arsenal de entertainer: rebolou, desfilou na passarela que leva ao meio do público, puxou coro ("Olê, olê, olê, olê..."), pediu que acendessem os celulares (na balada "Until the End of Time") e interagiu com suas fãs.

Autografou uma bandeira do Brasil que lhe foi atirada ("Não vou ter problemas por assinar na bandeira, vou?") e desceu para atender ao pedido de uma fã que segurava um cartaz com a frase (em inglês) "por favor, é meu aniversário, tire uma foto comigo".

"Você não está mentindo, né? Se estiver, o país inteiro vai saber", disse o cantor, que voltaria a descer para perto da plateia no bis, cumprimentando a turma que estava colada à grade e colocando sobre os ombros outra bandeira nacional.

Amparado por uma megaprodução, com vídeos, luzes e 15 pessoas no palco (quatro backing vocals, dois guitarristas, quatro no sopro, dois nos teclados, baterista, baixista e percussionista), o cantor fez um show profissional e certinho, ainda que sem momentos de catarse coletiva. Seu repertório, outrora moderno e sexy, já soa um tanto gasto a esta altura.

Não que não haja momentos interessantes, como "Drink You Away", uma das faixas que ele criou com o produtor Timbaland, em que a numerosa banda se junta ao cantor na frente do palco para executar o country-blues. A balada "What Goes Around", que Timberlake executou ao violão, foi cantada pelo público num belo coro ("Vocês soam incríveis", disse o cantor). E "Sexyback", um de seus maiores sucessos, ainda soa hipnótica com suas batidas dançantes.

Num dia em que a cidade do rock viu uma aula de música dançante a cargo de Nile Rodgers (cuja influência também atinge Timberlake, em canções como "Rock Your Body") e um bom show de Alicia Keys, com manifestação política pró-Amazônia, o bem-acabado profissionalismo do ex-N'Sync soou um tanto menos empolgante.

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