Prefeitura 'freia' e quer economizar R$ 15 milhões


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Secretário Thiago Comparini: ‘Não estamos cancelando os investimentos, apenas adiando’
Secretário Thiago Comparini: ‘Não estamos cancelando os investimentos, apenas adiando’
A pouco mais de três meses de encerrar seu primeiro ano de governo, o prefeito Gilson de Souza (DEM) decidiu colocar o pé no freio. Em uma reunião com seus secretários, no início desta semana, anunciou que vai suspender investimentos e quer economia de gastos em todas as áreas. A meta é reduzir os custos da máquina municipal em 25% e chegar a dezembro com um caixa extra de pelo menos R$ 15 milhões.
 
O secretário de Assuntos Estratégicos, Thiago Henrique Comparini, disse que a decisão veio para garantir uma segurança maior no final do ano, período em que a arrecadação do município costuma diminuir e os gastos com folha de pagamento aumentam com o pagamento do 13º salário, e também iniciar 2018 com um fôlego maior para as obras e programas prioritários. “Não temos problemas de caixa. Pelo contrário, existe até uma reserva, mas queremos mais segurança e mais garantias”, disse. 
 
Neste ano, Gilson herdou o orçamento que foi definido por seu antecessor, o ex-prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), o que acabou limitando alguns projetos e investimentos. Já para 2018, o orçamento está sendo elaborado pela equipe de Gilson que quer começar o próximo ano já com investimentos e obras na cidade. “Este ano tivemos algumas dificuldades porque não fomos nós que elaboramos o orçamento. Mas para o ano que vem será diferente”, disse Thiago. 
 
A decisão de colocar o pé no freio deve atingir principalmente investimentos que não estão previstos no orçamento de 2017, como é o caso das obras para a melhoria no trânsito da cidade em pontos estratégicos como a rotatória do bairro São Joaquim. “Ali as mudanças já planejadas e orçadas devem custar cerca de R$ 1,2 milhão. Inicialmente, começaríamos agora no segundo semestre, mas vamos deixar para o início de 2018”. 
 
O governo também deve adiar investimentos que estão previstos no orçamento, mas que não são urgentes. “Vamos usar esses três meses para estabelecer quais serão, de fato, nossas prioridades e definir o novo cronograma. Não estamos cancelando os investimentos, apenas adiando”, disse Comparini. 
 
A economia de gastos também será uma meta. “O prefeito pediu que fizéssemos um caixa de R$ 15 milhões com a redução. Não será fácil, porque a administração já está enxuta. Mas ainda há espaço para o corte de viagens, uso de energia e telefones, horas extras e outros.”
 
Reservas
No final de agosto, a ex-secretária municipal de Finanças, Neide Lopes, afirmou que nos primeiros seis meses deste ano a Prefeitura de Franca conseguiu um superávit de R$ 54 milhões. “Não há rombo, nem anormalidade. Nossa situação financeira está equilibrada, mas requer monitoramento constante. Só podemos gastar o que recebemos”, disse à época. 
 
Mas como a arrecadação neste segundo semestre cai, a decisão do prefeito de economizar seria mais uma garantia. “Estamos, na verdade, aumentando o cobertor para que, caso ocorra algum imprevisto, não tenhamos problemas”, disse Thiago Comparini

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