Ensina ditado antigo que “ há muito mais peixes no mar do que os que nós conhecemos.” O “Censo da Vida Marinha”, projeto internacional importante, no qual estão envolvidos muitos biólogos, está revelando que não só há mais peixes no mar, como diz o provérbio, como há outros fantásticos habitantes até agora desconhecidos. Ninguém sabe ao certo quantas espécies de animais e plantas vivem nos oceanos. Os cientistas envolvidos no projeto querem descobrir. Eles são quase uma centena e buscam novas espécies para assim poderem ensinar a preservar essas formas de vida. Para chegar às águas profundas, os pesquisadores usam roupas e equipamentos especiais. Eles já capturaram centenas de pequenos animais que nunca tinham sido avistados por humanos. A maioria ainda não ganhou nome, pois primeiro os bichos têm de ser classificados. Vamos falar de alguns.
Um deles, encontrado na costa leste dos Estados Unidos, é parente da água-viva, tem 5 cm de diâmetro, formato de flor e se alimenta de animais menores que ele. Outro é um caracol de meio cm, achado em águas do Caribe; ele tem ventosa que agarra sua presa e a leva para dentro da concha, onde fica seu estômago. Os biólogos descobriram ainda a fêmea de um crustáceo que tem duas bolsinhas roxas perto da cauda, onde os ovos se desenvolvem. Um crustáceo tão pequeno que a custo pode ser visto a olho nu e se alimenta de bichos menores ainda. Uma anêmona cujos filhotes de forma tubular ficam flutuando nas correntes marinhas. Um siri muito esquisito, com espinhos que assustam predadores. Um tal ‘pepino-do-mar’ de corpo transparente, que mostra todos seus órgãos internos, de forma que se pode ver o que ele acabou de comer. Uma lesma de três milímetros que vive no fundo do oceano, protegida por pequena concha, e na hora de comer lança na água uma gosma que gruda nas algas. Também um tipo de crustáceo azulado que emite luzes, servindo de alimento para animais de grande porte, como as baleias.
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