Uma professora da cidade de Indaial, Estado de Santa Catarina, distante 150 km da capital, Florianópolis, foi agredida violentamente por um aluno. Conforme divulgado, o agressor é reincidente e, por conta da sua conduta, houvera sido transferido de escola. Buscando entender as causas do seu gênio violento, a assistente social encarregada do caso descobriu que ele pertence a família sem qualquer estrutura, não conhece o pai, reside em bairro carente e não aceita que se lhe imponham limites.
Infelizmente, não se trata de caso isolado, mas de tal forma comum que, de quase todas as escolas do Brasil, vêm notícias de episódios de brigas entre alunos e agressões a professores. Entrevistada sobre o fato, a vítima disse que o que está faltando ao povo é respeito a Deus, à família, ao país, às autoridades, às leis, o que nos induz a acrescentar que tal respeito devesse exercer-se, por força de exemplo, sobretudo, pelos homens públicos.
Se as escolas falham por um ensino e uma educação desfigurados, por outro lado, o que se vê, lê-se e ouve-se não é programação educativa, mas estimulante dos maus costumes. Divulga-se e pratica-se perante as crianças e os jovens a ideia errônea de que tudo, mesmo o imoral, é permitido. Sem que tenham o de que dar – porque não receberam –, muitos pais modernos transferem o ônus da educação de seus filhos aos professores que, por sua vez, não contam nem com o apoio legal nem com o programa educacional estruturados como conviria, para o exercício seguro e eficaz da sua sublimada tarefa.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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