Quando é que a chuva cairá?


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ESTIAGEM PROLONGADA AFETA A SAÚDE E PROVOCA QUEIMADAS
Por causa de um ano atípico, onde grande parte do País, principalmente nas regiões Norte, Central e Sudeste, vem sofrendo há meses com uma estiagem prolongada, os reflexos sociais e econômicos são evidentes: famílias sofrem com a falta d’água e correm o risco de sofrer cortes de energia, enquanto os produtores rurais vêem sua produção cair, também por causa da falta de chuvas. Agora, a situação se agrava com o risco que sofrem o meio ambiente e a saúde humana, por causa das grandes queimadas que atingem reservas naturais nas regiões atingidas pela estiagem.
 
De acordo com o site do sistema de queimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) a quantidade de queimadas no Brasil neste ano (no intervalo de 01/01 até 11/09) aumentou 18% em relação ao mesmo período de 2016. No acumulado do ano, foram 125.633 pontos de queimada até a última segunda-feira, 11, contra 105.739 do ano passado. Pará foi a unidade federativa com mais focos, com 26.177 registros, número 151% superior ao montante detectado no ano passado. Só no Estado de São Paulo foram 3.108 focos desde janeiro, um índice 23% superior aos 2512 registrados no mesmo período do ano passado.
 
Alguns dos focos ainda perduram, danificando grandes extensões de vegetação, principalmente nas regiões Norte e Centro Oeste, causando grandes prejuízos ao meio ambiente, com a destruição de mata nativa e de diversas espécies de animais silvestres que não conseguem fugir do fogo inclemente. A situação só piora quando se sabe, de acordo com previsões meteorológicas, que a possibilidade de chuvas ainda está distante. Caso não ocorra nenhum fenômeno meteorológico inesperado, chuvas só dentro de duas semanas, pelo menos em nossa região, onde também se registram queimadas e incêndios diários. Por causa do tempo seco e quente, com a vegetação seca, uma fagulha é capaz de causar incêndios incontroláveis.
 
Além de grande desastre natural, as queimadas também causam danos à saúde humana. Prontos-socorros e ambulatórios registram mais casos de pacientes com distúrbios respiratórios, já que os incêndios também atingem a região urbana. Sem chuva, a vegetação seca e qualquer ponta de cigarro ou fósforo atirado é capaz de causar um incêndio. Com isso, crianças e idosos sofrem mais e a inalação de fumaça causa problemas na respiração. Caso não chova, além do desabastecimento de água e cortes de energia, as queimadas podem se intensificar ainda mais, ameaçando o meio ambiente e a saúde humana. Somente a chuva — que causa transtornos na área urbana quando cai em volume excessivo — será capaz de resolver os problemas hoje verificados em grande parte do País.
 

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