Os vereadores derrubaram o veto do prefeito Gilson de Souza (DEM) ao projeto de autoria do vereador Adérmis Marini (PSDB) que institue em Franca o programa Setembro Verde, que tem por objetivo discutir e estimular a inclusão de portadores de deficiência tanto no mercado de trabalho quanto na educação.
Autor do projeto, Adérmis disse que ele não tem nenhum vício de iniciativa e que também não prevê nenhum gasto extra para o Executivo. "Eu não entendo porque o prefeito insiste em vetar algumas propostas que só beneficiam a população. Por isso peço aos colegas que derrubem o veto".
A derrubada foi aprovada por 11 votos a três. Votaram pela manutenção do veto Nirley de Souza (PP), Pastor Otávio (PTB) e Arroizinho (PMDB).
O vereador Corrêa Neves Jr. (PSD) usou a palavra pra dizer que em muitos casos o prefeito tem criado uma queda de braço desnecessária com o Legislativo. "É um desgaste que não tem razão de existir. Os vetos não têm nem fundamento. Eu não entendo as razões que levaram o Executivo a vetar uma iniciativa como esta que não impõe gastos à Prefeitura." Corrêa disse que espera que essas derrotas dentro do Legislativo sirvam de reflexão para os que estão no Paço Municipal.
O vereador Della Motta (Podemos) também se disse indignado com alguns posicionamentos adotados pelo prefeito Gilson de Souza. "Eu também tive um projeto de lei que não foi sancionado pelo prefeito. Era apenas uma atualização necessária. Não tinha motivos para o veto. Toda hora é isso. esse cabo de guerra. É lamentável. Eu não sei o que está acontecendo mas espero que isso mude e que as coisas caminhem".
ORÇAMENTO IMPOSITIVO
O vereador Adérmis Marini aproveitou a oportunidade para lembrar que o governo tem outra briga com os vereadores: o não cumprimento das emendas impositivas do orçamento. "Ele não está cumprindo o que está na lei do orçamento e defendo a abertura de uma comissão processante sim. Esse é o nosso mecanismo". Corrêa discordou. "Acho que não há necessidade de uma comissão processante".
Nirley de Souza (PP) disse que o governo já pagou neste ano R$ 48 milhões às entidades e disse que se tem entidades fechando as portas não é por conta do não cumprimento do orçamento impositivo. "Esse seria o primeiro ano das emendas. Não dá para atribuir o fechamento às emendas impositivas ".
O vereador Kaká (PSDB) disse que, sem as verbas da prefeitura, as entidades estão na UTI. "Nossas entidades estão sim a beira da morte. Estão correndo, estão batalhando, fazendo evento, correndo atrás. Eles poderiam estar gastando essa energia na qualidade e na ampliação do atendimento, mas agora precisam focar na obtenção de recursos para sair da UTI. Eu acho que elas não vão morrer mas estão preocupadas com coisas que não deveriam ser função delas".
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