Cores e harmonia


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No dia 19 de agosto último, no Teatro Judas Iscariotes, apresentou-se a médium psicopictógrafa Valdelice Salum, atualmente residindo em Indaiatuba (SP). O nome da atividade mediúnica da personagem principal daquela tarde colorida é um tanto complicado, mas, para os não familiarizados, adiantamos tratar-se do fenômeno gráfico produzido por um médium, obviamente a partir de autoria espiritual. 
 
O público testemunhou produção impressionante de telas que esbanjaram cores e harmonia que, longe de significarem exibição impositiva de uma crença — o objetivo do evento foi o de arrecadar recursos para assistência social —, serviram para surpreender alguns céticos com a certeza de que, realmente, as pinturas se produziam por processos estranhos aos convencionais e de que existe mesmo ação dos espíritos sobre nós. 
 
A aceitação dos princípios espíritas é livre e está condicionada a decisão pessoal de estudar e aplicar a Doutrina, os ensinamentos de Jesus, todavia, o que, naquele momento, restou demonstrado é a imortalidade, defendida por todas as religiões, e que também os espíritos dos pintores permanecem eles mesmos, com direito a produzirem sua arte também entre nós. 
 
É óbvio que a pintura mediúnica sofre a limitação imposta pela própria limitação do médium psicopictógrafo, em decorrência da diferença de vibração entre a dimensão física e a espiritual e, considere-se, particularmente na exibição em referência, a médium é semianalfabeta. Contudo, não restou dúvida de que o belo se apresentou, as cores inundaram o ambiente e a alegria tomou conta de todos os presentes à manifestação de pintores famosos do Além. 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
 

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