Suspeito de esquartejar mulher em Franca vai a júri popular


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O pintor Denny de Queiroz confessou ter matado e esquartejado a ex, Ana Cláudia Abib, em 2016
O pintor Denny de Queiroz confessou ter matado e esquartejado a ex, Ana Cláudia Abib, em 2016
O pintor Denny de Queiroz Pires, 37, que confessou ter assassinado e esquartejado a desempregada Ana Cláudia Abib, 40, no Jardim Guanabara, em 2016, será julgado pelo Tribunal do Júri. A pronúncia foi feita pelo juiz José Rodrigues Arimatéa recentemente. O acusado será submetido a julgamento por homicídio e destruição/ocultação de cadáver.
 
O crime aconteceu na madrugada do dia 17 de novembro. Na ocasião, segundo a denúncia feita, Denny manteve relações sexuais com a vítima e, enquanto estava por cima de seu corpo, passou um bisturi em seu pescoço. Depois, deixou Ana Cláudia deitada em um colchão, em um dos quartos da casa onde dormiam e usavam drogas,“esgotando sangue até morrer”, como o próprio pintor definiu durante as investigações policiais. Ele deixou o corpo de Ana Cláudia no local até o dia seguinte, quando decidiu “dar fim ao corpo”, ainda segundo suas palavras.
 
Com um machado e uma lona, adquiridos em lojas da cidade, Denny esquartejou Ana Cláudia e separou partes de seu corpo em sacos de plástico. Pagando corridas de táxi, “descarregou” os sacos na avenida das Seringueiras, perto do Atacadão, e na Chave da Taquara, perto de Cristais Paulista. “Esse foi o jeito mais simples. Não é fácil matar alguém e sair na rua. Não tinha carro nem como carregar o corpo nas costas”, disse, em entrevista ao Comércio, na época do assassinato.
 
Quando voltou para a casa, o pintor ateou fogo no colchão em um terreno ao lado e ainda lavou o quarto. Também se livrou do bisturi e do machado usados no bárbaro crime. Ele foi preso na casa dos pais, na Estação, no dia 12 de dezembro, três dias depois da Polícia Civil encontrar partes do corpo de Ana Cláudia. 
 
Desde então, Denny não saiu da cadeia. E, no que depender do juiz, não sairá até o julgamento. “O crime que ele praticou causou grande intranquilidade na população e nada garante que, se colocado em liberdade, não venha a matar outras pessoas”, escreveu Arimatéa em sua pronúncia.
 
Ainda de acordo com o juiz, a libertação de Denny, depois do que fez com a ex-namorada, geraria na população uma sensação “de completa falta de proteção por parte do Estado”. “Sua conduta singular causou abalo à ordem pública. O caso é de pronúncia para que o acusado seja submetido a julgamento”, destacou.

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