Casa do Pão suspende atendimentos


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O gestor da Casa do Pão, Idilberto de Almeida Júnior, e a coordenadora da instituição, Raquel Cristina Marangoni
O gestor da Casa do Pão, Idilberto de Almeida Júnior, e a coordenadora da instituição, Raquel Cristina Marangoni
Localizada no Jardim Luiza I, a instituição Belém, a Casa do Pão, suspendeu suas atividades no mês de agosto. Sem verbas por parte da Prefeitura, que inicialmente deveria encaminhar R$ 45 mil à entidade, por meio de emendas impositivas, para ajudar no custeio dos serviços oferecidos no local, a Casa teve que parar temporariamente o atendimento prestado. Até o último dia 31 de agosto, a instituição era responsável por oferecer atendimento a 278 crianças e adolescentes, de 6 a 17 anos, todos da região do Luiza I. Entre as atividades disponibilizadas estavam informática, contação de histórias, teclado, violão, guitarra, percussão, kung fu, artes plásticas, capoeira, dança, balé, grupos de vivência, mangá e maquiagem.
 
“Enfrentamos alguns problemas após a mudança na legislação e precisamos concluir antes do fim do ano o serviço prestado para a comunidade. Dispensamos 13 funcionários, já no final de agosto, pois não conseguiríamos manter os serviços apenas com as ações. Optamos por nos adequarmos apenas ao que é pedido pela Prefeitura, após diversas tratativas, para voltar com as atividades em janeiro de 2018”, disse o gestor voluntário da Casa do Pão, Idilberto de Almeida Júnior.
 
“Temos uma filosofia de acolhimento a essas crianças e adolescentes. Encaminhamos a documentação solicitada, mas foram solicitadas muitas mudanças. Para evitar qualquer problemas, como não recebemos a verba inicialmente prevista, decidimos suspender os atendimentos no final de agosto e pleitear os recursos para 2018”, disse a coordenadora da unidade, Raquel Cristina Marangoni.
 
Aluna da instituição desde os 11 anos, a estudante Lindsy Vieira, de 16 anos, lamentou a pausa nas atividades que, segundo ela, são extremamente importantes para os moradores do bairro. “A Casa do Pão nos fornece uma forma diferente de aprender, fortalecendo a convivência em grupo. Não temos aqui atividades ensinadas de forma regrada e mecânica, mas, sim, como em uma família”, disse. “Estamos em um bairro carente e muitos estão aqui para uma refeição, para fugir dos problemas que enfrentam em casa, com drogas, álcool, etc. Sem esse serviço a comunidade sofre uma perda muito grande”, completou a jovem que já frequentou aulas de dança, maquiagem, grafite, teclado, artesanato e teatro no local.
 
A Prefeitura não retornou o contato realizado pela reportagem até o fechamento desta matéria.

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