Embaixadora francana de 15 anos participa do Fórum


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Seis adolescentes, entre 12 e 15 anos, representantes dos mais de 287 mil alunos atendidos em cinco Estados pelo Projeto Escola, iniciativa da Arteris que parte da premissa de que a educação é o melhor caminho para humanizar o trânsito, se destacaram em seus trabalhos e foram selecionados para participarem do fórum.
 
Franca foi representada no evento por Ester Pessoni, 15 anos, aluna do ensino médio na Escola Estadual “Roberto Scarabuci”, localizada no jardim Ana Dorothéa.
 
Integrante de uma família simples, o pai trabalha como serviços gerais no Hospital Regional, Ester tem dez irmãos e morava em uma chácara nas margens da rodovia João Traficante, que liga Franca a Ibiraci. A família se mudou há pouco para a cidade.
 
Após um acidente que vitimou o estudante Abner Maríngolo Mendonça, de 12 anos, em abril do ano passado, ela e os colegas de escola realizaram um trabalho especial sobre segurança no trânsito. O projeto liderado por Ester propõe a implantação de diversas melhorias nas ruas próximas à chácara onde morava e à escola e, também, nas rodovias por onde circula, bem como maior atenção aos ônibus utilizados para o transporte escolar. Ela também sugere a instalação de radares para evitar o excesso de velocidade; criação de ciclovias favorecendo o transporte ecologicamente correto e o reforço na iluminação.
 
O trabalho foi classificado entre os dez melhores da macrorregião de Ribeirão Preto. Com isso, ela foi escolhida para participar do 2º Fórum Arteris da Juventude pela Segurança no Trânsito, realizado em abril em Leme (SP). Ester aproveitou a oportunidade. Teve participação ativa, trocou experiências e adquiriu mais conhecimento para se tornar uma agente de mudança em sua comunidade. No dia oito de agosto, ela organizou uma passeata no Dia do Pedestre, levando quase 100 colegas às ruas do bairro para pedir aos motoristas mais respeito.
 
Tornou-se embaixadora pela redução de acidentes. Ester ficou emocionada ao participar do Fórum em São Paulo. “Apesar de ter ficado muito nervosa, foi bastante importante ter participado deste evento. Meus amigos e eu conseguimos passar a idéia que queríamos. É preciso ter consciência, mudar o comportamento e seguir as regras de trânsito. O poder público também precisa tomar providências e fiscalizar com mais rigor”, disse ela. 
 

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