Direitos humanos só para bandidos


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MORTE DE 10 ASSALTANTES PREOCUPA ENTIDADES: E AS VÍTIMAS, COMO FICAM?
Há muito o brasileiro reclama da violência que o persegue até dentro de sua casa, a qual deveria ser o seu porto seguro. Hoje a bandidagem não se preocupa nem com os aparatos de segurança e a vigilância eletrônica. Por um celular, um par de tênis ou um relógio (normalmente “trocados” por pedras de crack, trouxinhas de maconha ou pinos de cocaína) a marginália chega a usar uma violência absurda (não se pode usar o termo excesso, já que qualquer tipo de violência é excessiva) contra inocentes. Quando a polícia consegue vencer um grupo (como a quadrilha de assaltantes dizimada a balas no bairro do Morumbi, em São Paulo) logo surgem os defensores dos direitos humanos exigindo uma investigação e condenando a ação dos policiais, mesmo sem conhecer a fundo os fatos. A ação policial do início da semana, que recebeu o respaldo dos cidadãos de bem, já cansados de terem sonegado o seu direito à tranquilidade e que perdem bens adquiridos muitas vezes com extremo sacrifício.
 
Em outros países, ao dizimar uma quadrilha que atacava residências do bairro de classe alta na capital do Estado usando armas de grosso calibre, sempre ameaçando, amarrando e amordaçando suas vítimas, os agentes policiais receberiam uma medalha. Aqui, acontece sempre o contrário. Até agora nenhuma entidade de direitos humanos se manifestou protestando contra a morte da centena de policiais militares covardemente assassinados no Rio de Janeiro pelo crime organizado somente neste ano. Sempre a polícia, no dizer destes ativistas, usa “força excessiva”. E os bandidos “merecem uma segunda chance”, se possível fora da cadeia, principalmente se for menor de idade.
 
A morte de um garotinho baleado durante um arrastão no Rio de Janeiro, no final de semana, não contou com a solidariedade de nenhum grupo deste tipo. Se a polícia estivesse envolvida, certamente o discurso já estaria pronto. É preciso entender que o brasileiro só conta com o aparato de segurança oficial (brigadas federal, estaduais e municipais) para defendê-lo. Ainda hoje, em diversos pontos do País, os policiais só contam com uma pistola automática para combater bandidos armados até com lança-foguetes. Já passou da hora destes que defendem o bandido passarem a se colocar também ao lado da vítima e exaltar o trabalho das forças de segurança que, diariamente, enfrentam a violência das ruas com equipamentos inferiores ao da marginália, recebendo baixos salários e sabendo que podem até ser condenado caso se dêem melhor num confronto com bandidos. É preciso, mais do que nunca, separar o joio do trigo. Caso contrário, poderemos perder totalmente este jogo contra a violência e o crime organizado que está tomando c
onta do País.
 

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