Síria segue sonhando com vaga na Copa de 2018


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A Síria agora vai enfrentar a Austrália ou a Arábia Saudita em outubro
A Síria agora vai enfrentar a Austrália ou a Arábia Saudita em outubro
Enfrentando uma guerra civil que já dura seis anos, a Síria encontrou nesta terça-feira (5), por meio do futebol, um motivo para comemorar.
 
Pelas eliminatórias asiáticas para a Copa do Mundo, sua seleção nacional conseguiu um empate heroico com o Irã, por 2 a 2, em Teerã, com chances de ir à Rússia-2018. Terceira colocada do Grpuo A, a equipe vai para a repescagem continental.
 
O gol salvador foi marcado aos três minutos de acréscimo do segundo tempo, pelo atacante Omar Al Soma, de 28 anos.
 
A Síria agora vai enfrentar a Austrália ou a Arábia Saudita em outubro. Se vencer, ainda terá de disputar um mata-mata em novembro contra o quarto colocado da zona da Concacaf, que envolve as seleções das Américas do Norte e Central e do Caribe. Hoje, esse oponente seria Honduras.
 
Os sírios contaram também com um empate sem gols entre Uzbequistão e Coreia do Sul -em jogo disputado simultaneamente, em Tashkent- para garantir o terceiro lugar. Terminaram a terceira fase das eliminatórias asiáticas com 13 pontos, mesma quantia dos uzbeques, e levaram a melhor no saldo de gols.
 
Com 15 pontos, os sul-coreanos asseguraram a segunda vaga direta da chave. Os iranianos, que já estavam classificados, terminaram com 22 pontos.
 
Abalada por conflitos dentro de suas fronteiras desde 2011, a Síria não recebeu partidas de sua seleção nestas eliminatórias. Todos os seus cinco jogos como "anfitrião" foram realizados na Malásia.
 
De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos, já morreram na guerra mais de 312 mil pessoas.
 
Nesta terça, milhares de torcedores assistiram à partida contra o Irã em um telão montado no estádio Al-Jalaa, em Damasco.
 
Por 32 minutos, esses torcedores, na verdade, puderam sonhar até mesmo com uma classificação direta ao Mundial. Os visitantes abriram o placar em Teerã aos 13 min e seguraram essa vantagem até os instantes finais da primeira etapa, quando Sardar Azmoun empatou. Àquela altura, a combinação de resultados do Grupo A lhes dava a segunda vaga da chave.
 
Se a seleção síria não conseguiu vencer o Irã, mostrou força ao marcar dois contra a equipe dirigida pelo português Carlos Queiroz. Foi uma proeza: os iranianos não levavam um gol pelas eliminatórias desde novembro de 2015, contra o Turcomenistão. Desde então, foram mais de 1.100 minutos de invencibilidade, ou 18 horas.

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