MESMO PROIBIDA POR LEI, CAMPANHA ELEITORAL PARA 2018 JÁ COMEÇOU
A pouco mais de um ano das eleições majoritárias do ano que vem (quando os brasileiros escolherão presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais) a campanha eleitoral já corre solta, mesmo que o calendário do TST (Tribunal Superior Eleitoral) ainda não a permita. Vê-se, a cada dia, reproduzidos pelos jornais, pelos rádios e pelas emissoras de televisão ações e discursos que comprovam a existência de uma campanha acirrada, principalmente quando o assunto é a sucessão do presidente Michel Temer, com candidatos declarados já disputando os votos dos brasileiros.
Hoje já é possível avaliar que o pleito do ano que vem, a não ser que surja um fato novo capaz de mobilizar o eleitorado brasileiro, se a Justiça permitir, deve ter Luís Inácio Lula da Silva (PT) como candidato. Este já começou sua campanha eleitoral por seus redutos no Norte e Nordeste do País, ao lado de aliados tão díspares quanto Flávio Dino (PCdoB, governador do Maranhão) e o senador Renan Calheiros. Jair Bolsonaro (PSC) também já se mobiliza, assim como o ex-governador cearense Ciro Gomes (PDT). Já o PSDB, com aquela sua maneira de fazer política, ainda se mantém em cima do muro, com o governador paulista Geraldo Alckmin aparecendo como candidato declarado, enquanto João Dória, prefeito de São Paulo, corre por fora. Ainda há Marina Silva com a sua Rede Sustentabilidade. Todos estes falam como candidatos, agem como candidatos e discursam como candidatos.
O que se tem visto nos últimos tempos é que a política brasileira continua totalmente dominada pelo marketing. Todos utilizam táticas de propaganda que servem para vender, também, cremes dentais, aparelhos eletroeletrônicos e utensílios de cozinha. A imagem extrapola as realizações e os anseios dos eleitores que devem ir às urnas no ano que vem. Marqueteiros têm deixando os planos de governo de lado em detrimento da imagem e dos discursos dos candidatos. Qualquer ocasião é aproveitada para cerimônias, eventos e inaugurações. No Brasil inaugura-se de tudo: obras que já estão em funcionamento, planejamentos e lançamentos. Não há mais compromissos com a realização. O que vale, mesmo, é o discurso.
A situação deve piorar nos próximos meses, quando com certeza iremos acompanhar cerimônias até para o lançamento de pedras fundamentais. É o que sempre acontece nos meses que antecedem qualquer tipo de eleição, proporcional ou não. Aceleram-se as obras para que não se perca a oportunidade de fazer das cerimônias um palanque regional. O que importará será a oportunidade de prometer até obras que não sairão do papel. O eleitor brasileiro, como sempre, acabará engolindo o engodo, deixando-se enganar outra vez?
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