Laércio de Franca


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Lendo a coluna Painel do jornalista e radialista Valdes Rodrigues, deparei com notícia dando conta do falecimento do maestro Manoel Laércio Piovesan. Ele comandou com competência e dedicação a orquestra “Laércio de Franca”, que durante anos abrilhantou bailes em nossa cidade e em várias outras.
 
Quando me mudei de Cássia para Franca, no início da década de 70, para estudar, alternei por vários anos seguidos a minha participação em carnavais e bailes em Franca e em minha cidade natal. 
 
Tenho bem vivos em minha memória os bailes carnavalescos na AEC (Associação dos Empregados do Comércio), quando eles eram realizados no antigo prédio no cruzamento das Ruas Monsenhor Rosa e General Osório.
 
Naquele espaço pessoas de todas as faixas etárias brincavam com animação e descontração as noites de carnaval, algumas delas ao som da competente orquestra do Laércio.
 
Se a minha memória não estiver me traindo, os bailes de carnaval naquela época, começavam pontualmente às 23 horas e seguiam, ininterruptamente, até as 4 horas do dia seguinte. As músicas preferidas dos foliões eram as tradicionais marchinhas, de compositores diversos, tais como João de Barro, Braguinha, Noel Rosa, Ary Barroso, Alberto Ribeiro e Lamartine Babo. Todas com letras simples e fáceis de serem decoradas pelos foliões.
 
Sem dúvida, com o passamento do Laércio, Franca perde uma de suas referências musicais, além de uma criatura ética e dedicada a tornar a vida dos outros mais prazerosa e feliz. Mas se o nosso planeta perde, certamente o céu se engalanou para recebê-lo.
 
Setímio Salerno Miguel
Advogado Empresarial e Professor da Faculdade de Direito de Franca

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