Entramos na Semana da Pátria e logo me vem a recordação de um tempo em que o patriotismo era muito mais cultuado, especialmente nas escolas. Nas últimas décadas, esse sentimento já quase não é manifestado, o que é profundamente lamentável. E não queiram justificar pelo péssimo exemplo dos nossos políticos corruptos, uma vez que o desinteresse é bem mais antigo. Foram acabando com o ensino de moral e civismo, de canto, onde aprendíamos a cantar o Hino Nacional, abrindo todas as atividades, além dos demais hinos patrióticos. No Dia 7 de Setembro, a comemoração ia muito além do desfile nas ruas, incluindo fanfarras e bandas bem treinadas durante meses. Recordo, com saudade, das demonstrações de ginástica, que os professores, Pedroca e Helena Barbosa organizavam, treinavam com os rapazes e as moças, para a apresentação no campo do Palmeirinhas. Tive o privilégio de ter sido o guia para todos os demais colegas. Nossos contemporâneos certamente se lembram também do espetáculo Uma Hora em Comunhão com a Pátria, montado e conduzido pela professora Lúcia Gissi Cerazo, e que chegou a ser apresentado no programa que o Agnaldo Rayol comandava na TV Record. Tudo com respeito e entusiasmo. Infelizmente, as coisas mudaram e para pior. Sabemos das dificuldades e até das agressões aos professores, mas é preciso cada um ajudar de alguma forma, fazendo voltar o respeito e o amor à nossa Pátria, e não apenas torcer pela nossa Seleção. Patriotismo vai muito além disso.
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