Odia 7 de setembro de 1822 parecia bem comum. Igual a qualquer outro daquela época no Brasil. Mas ele trazia em si algo de novo. Naquela data foi proclamada a Independência do Brasil. Que independência foi essa? Independência de Portugal. Até então o Brasil era uma colônia daquele país europeu. O governo português mandava e desmandava no Brasil. Dom Pedro, que era um príncipe , gostava muito do nosso país, mesmo sendo português. Ele tinha sido deixado aqui por seu pai, o rei Dom João VI, quando este precisou voltar para Lisboa.
Dom Pedro retornava de uma viagem a Santos e passava por São Paulo, quando lhe chegou a cavalo um mensageiro com cartas de Portugal. Nelas havia uma ordem para que ele voltasse ao país no primeiro navio. Mas havia também cartas de sua mulher, Dona Leopoldina, e de um conselheiro importante, José Bonifácio, sugerindo-lhe que não cumprisse a ordem e declarasse o Brasil independente. Ele leu as cartas e resolveu seguir os conselhos de sua mulher e do conselheiro. Foi então que gritou a frase famosa: “Independência ou Morte!” Havia pouca gente na companhia de Dom Pedro. E não aquele tanto de soldados que aparecem no quadro de Pedro Américo. Algumas semanas depois, no dia 12 de outubro, no Rio de Janeiro, o príncipe Dom Pedro, de Portugal, foi declarado Pedro I, Imperador do Brasil.
Aos poucos ele negociou com diversos países o reconhecimento da independência do Brasil. Foi uma atitude corajosa de Pedro de Alcântara, nosso primeiro imperador.
Arte e realidade
Olhe bem para este quadro. Ele foi pintado por Pedro Américo em 1888, ou seja, sessenta e seis anos depois do ‘Grito da Independência’. Quem encomendou o quadro foi o filho de Pedro I, Pedro II. Para compor a obra Pedro Américo fez pequisas e entrevistou pessoas idosas para compreender como era o Brasil sessenta e seis anos antes. A pintura não é uma fotografia do momento. Ela foi criada para realçar a importância de Pedro I e valorizá-lo como um herói.
O cavalo garboso montado por Dom Pedro era na verdade uma mula, único animal que aguentava viagens difíceis como a de Santos a São Paulo.
A guarda real com trajes vistosos nasceu da imaginação do pintor; poucos homens acompanhavam Dom Pedro nesta viagem e eles usavam roupas bem simples.
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