A família do ajudante geral Diego Ferreira de Novais, 27, acusado de ejacular no pescoço de uma mulher dentro de um ônibus na avenida Paulista na terça-feira (29), quer que ele seja internado e passe por tratamento psiquiátrico.
Segundo a mãe de Novais, a dona de casa Iracema de Moraes, 49, ele sofreu um acidente de automóvel em 2006 e teve ferimentos graves na cabeça. "Ele ficou 15 dias em coma no Hospital das Clínicas, passou por duas cirurgias no cérebro e ficou internado por dois meses", disse Iracema.
"Quando ele voltou para casa era outra pessoa. Era um menino alegre e estudioso, ajudava o pai no trabalho de raspar tacos, virou um garoto silencioso e agressivo", disse a dona de casa.
Segundo ela, o filho ficou com sequelas. Perdeu o paladar e o olfato, tem sangramentos nasais e manca da perna direita. "Ele passou por tratamento psiquiátrico e neurológico e também fez fisioterapia lá até 2010", diz.
"A primeira vez que ouvimos falar que ele teve problemas com comportamento sexual estranho foi em 2014. Só soubemos porque a polícia veio em casa dizer que ele tinha sido preso", afirmou o irmão de Novais, o autônomo Lucas Ferreira de Novais, que mora com a mãe e outros dois irmãos em Americanópolis (zona sul de São Paulo).
"No ano passado moradores da comunidade aqui perto vieram avisar que deveríamos tomar uma providência, porque ele estava molestando mulheres nas lotações. Tentamos manter ele em casa, mas é difícil", afirma Lucas.
O primeiro registro que a polícia tem do comportamento sexual abusivo de Novais é de dezembro de 2009, quando ele baixou as calças e exibiu o pênis para uma mulher num ônibus na Lapa, zona oeste. "Ele é muito calado. Só ficamos sabendo dessas coisas depois, quando a polícia nos procura. Tentamos mantê-lo em casa mas ele é adulto, acaba conseguindo escapar", falou Iracema.
A mãe conta que só soube do último ataque de Novais porque ele saiu de casa e não voltou. "Uma vizinha disse que ouviu o nome dele na televisão. Vimos na internet, ligamos na delegacia e confirmaram que ele estava lá. Ele foi solto antes que pudéssemos ir lá buscá-lo", disse.
De acordo com ela, o ajudante geral não voltou para casa e desligou o celular. "Estamos com muito medo que aconteça algo com ele, porque a imagem dele está em todo lugar. O pai está atrás dele", disse Iracema. Até as 21h desta sexta ele não havia sido localizado.
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