Plantão Policial, Centro de Franca, dia 3 de agosto. Uma mulher de 62 anos vai até um dos agentes e relata o desaparecimento de seu filho, um fazendeiro de 30. Afirma que ele estava sumido desde o dia 26 de julho, algo que costumava acontecer, mas não por tanto tempo, tampouco sem dar notícias sobre seu paradeiro. Um boletim de ocorrência é registrado e a Polícia Civil começa as diligências pela cidade, terminando por encontrá-lo no guarda-roupa da mãe, um mês depois.
É isso mesmo. O fazendeiro que a idosa alegava estar desaparecido foi localizado dentro de casa, na Vila Industrial, debaixo de um monte de roupas da mãe. Ele estava escondido ali para escapar dos policiais civis e do cumprimento do mandado de prisão por não pagar pensão alimentícia do filho. Mas, na última quinta-feira, sua sorte virou e ele acabou atrás das grades.
A detenção do acusado aconteceu depois que o mandado de prisão, expedido no Estado de Minas Gerais, com saldo devedor de R$ 30 mil dos últimos dois anos, chegou às mãos dos agentes do 4º Distrito Policial. Como ele já vinha sendo investigado por uma denúncia de furtos de cavalos em uma propriedade, os policiais foram até sua casa.
Lá, foram recebidos pela mãe do fazendeiro, que tentou impedir a abordagem dos investigadores e usou o boletim de ocorrência para impedir sua entrada na residência.
Porém, com o mandado em mãos, os agentes passaram a revistar o imóvel. Eles foram até o quarto da idosa e um dos policiais abriu o guarda-roupa. Ali, debaixo das roupas da mãe, estava o fazendeiro. Ele foi detido e algemado, sendo levado para a delegacia mais uma vez, já que havia sido preso em outras ocasiões pelo mesmo motivo: não pagar pensão alimentícia ao filho. A mãe também foi conduzida ao 4º Distrito Policial, já que registrou um boletim de falso desaparecimento.
Na delegacia, o fazendeiro tentou justificar seu “sumiço”. Disse que, nesse período que a idosa afirmou que ele estava desaparecido, ficou na propriedade da família, em Minas Gerais, e que a mãe não sabia. Sua versão não convenceu os policiais. Ele acabou recolhido à Cadeia Pública do Jardim Guanabara por dever o valor ao filho. Já sua mãe acabou liberada e deve ser processada por falsidade ideológica.
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