O empresário Joesley Batista está entregando novos áudios de conversas que teve com políticos para a PGR (Procuradoria Geral da República).
Ele tinha até esta quinta-feira (31) para complementar o acordo de delação premiada que fez com os procuradores com documentos, planilhas e extratos que confirmem os depoimentos que prestou ao fechar a colaboração.
O prazo ainda pode ser prorrogado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal).
Joesley decidiu revisar todas as conversas que tinha arquivadas em seu computador depois que entregou o gravador para que a Polícia Federal fizesse perícia de um diálogo entre ele e o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu, em Brasília, em maio.
Ao receber o aparelho, a PF passou a recuperar todos os outros diálogos que já tinham sido apagados do gravador.
Uma pessoa familiarizada com as investigações disse que todas as conversas haviam sido repassadas do aparelho para um computador de Joesley, onde estão armazenadas.
Para evitar qualquer questionamento ou acusação de omissão, o empresário decidiu ouvir tudo de novo e encaminhar qualquer diálogo que tenha hipótese de crime para a PGR.
De acordo com a mesma pessoa, não haveria nenhuma grande novidade nas novas gravações, que apenas confirmariam fatos que Joesley já informou aos investigadores. É possível que um ministro do governo esteja em uma das conversas, bem como outros parlamentares.
A delação da JBS e a divulgação da conversa de Joesley com Temer abalaram o governo. A Procuradoria já apresentou uma denúncia contra o presidente com base nas denúncias, mas a Câmara vetou o prosseguimento das investigações.
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