Igreja abre em Franca Tribunal para anular casamentos


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Bispo de Franca, Dom Paulo Beloto, arcebispo de Ribeirão, Dom Moacir Silva Júnior, e sacerdotes
Bispo de Franca, Dom Paulo Beloto, arcebispo de Ribeirão, Dom Moacir Silva Júnior, e sacerdotes
A partir de hoje, Franca passa a contar com um Tribunal Eclesiástico Diocesano para causas de nulidade de matrimônio. O órgão foi instituído ontem, 31 de agosto, em ato solene na Capela Nossa Senhora de Lourdes. O objetivo do Tribunal é agilizar o pedido de anulação de casamentos e diminuir os custos para os que buscam o serviço. Antes, os fiéis da Diocese de Franca tinham seus pedidos encaminhados para Ribeirão Preto. O processo demorava até 18 meses. Agora, o objetivo é que o prazo seja de um ano.
 
“Foram nomeados servidores do Tribunal e começamos o trabalho hoje. Antes os pedidos eram encaminhados para Ribeirão; daremos andamento a alguns desses casos e iniciaremos o agendamento de novos pedidos”, disse o padre Célio Adriano Cintra, diretor executivo do Tribunal.
 
Interessados em pedir a nulidade podem contatar a Cúria pelo (16) 3721-2294 ou direto na rua Major Claudiano, 1545, Centro, das 7h30 às 12 horas, de segunda a sexta. “Na primeira entrevista realizaremos o processo de instrução ao processo mostrando aos fiéis a forma adequada de preparar toda a documentação, apresentar os fatos que envolvem o casal que pede a nulidade matrimonial, ou seja, prepará-los para poderem apresentar os documentos da maneira correta”, disse padre Célio. “A mudança no processo de nulidade matrimonial tem o objetivo de agilizar o processo e ainda facilitar financeiramente para os fiéis. Antes era necessário desembolsar três salários mínimos para o processo, sendo realizado em Franca esse valor será de dois salários mínimos ”, completou.
 
A cerimônia que instituiu o Tribunal francano contou com a presença do bispo da Diocese de Franca, Dom Paulo Roberto Beloto, o arcebispo de Ribeirão Preto, Dom Moacir Silva Júnior, e o juiz do Tribunal Interdiocesano de Ribeirão Preto, padre Antônio Carlos Santana, além de sacerdotes, seminaristas e servidores nomeados, que desenvolverão o trabalho do Tribunal.
 
Podem procurar a nulidade no Tribunal fiéis da Diocese de Franca, que é responsável pelas paróquias de Aramina, Buritizal, Cristais Paulista, Guará, Igarapava, Itirapuã, Ituverava, Jeriquara, Nuporanga, Orlândia, Patrocínio Paulista, Pedregulho, Restinga, Ribeirão Corrente, Rifaina, Sales Oliveira, São Joaquim da Barra e São José da Bela Vista. 
 
“Pra mim hoje, de forma muito concreta, abrir o Tribunal em Franca é mostrar um cuidado por todos os fiéis que precisam voltar para o coração de Cristo. Para isso, não estamos aqui para dizer ‘seus casamentos foram desmanchados’, mas sim com muita caridade e amor acompanhar esses casais e dizer que realmente não houve um sacramento e vocês estão livres para caminhar e continuar suas vidas dentro da igreja”, finalizou padre Célio.

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