A sessão de hoje da Câmara promete ser longa. Os vereadores vão votar, em segundo turno, o projeto que dispõe sobre o Plano Plurianual para o quadriênio de 2018/2021 e o referente à Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano que vem. A LDO é elaborada todos os anos e tem o objetivo de apontar as prioridades do governo. É por meio desta lei que o prefeito faz o orçamento que vai vigorar no exercício seguinte.
Os vereadores apresentaram 340 emendas, a maioria por meio do orçamento impositivo, para que sejam liberados recursos públicos para entidades diversas e feitas obras, como construção de pontes, parques e reforma do antigo prédio da Estação Ferroviária Mogiana.
Para agilizar, a votação será feita em blocos de dez propostas, que serão divididas por setores.
A votação da LDO e da lei do orçamento é considerada de grande importância na Câmara, pois é o momento em que os vereadores têm a oportunidade de fazer as indicações para o governo aplicar os recursos públicos.
“O grande problema que vamos enfrentar é a resistência do Executivo em cumprir o orçamento impositivo, que é lei. Até agora, a Prefeitura não pagou nenhuma emenda apresentada no ano passado, com exceção daquelas destinadas à Santa Casa, Alan Kardec e Apae. Ficará a incerteza: o vereador faz a emenda, acena para uma entidade, que desenvolve projetos e programas, mas a Prefeitura não libera”, disse Corrêa Neves Júnior (PSD).
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