E as famílias eram assim...


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Há poucos dias, a igreja chamava a atenção para a Semana da Família, e a necessidade de estar sempre unida. Como já comentei recentemente a respeito de alguns costumes, entre eles o de fazer e receber visitas de vizinhos e amigos, fiquei também a me lembrar de como eram as famílias e seus costumes. Foi uma época em que a mulher raramente trabalhava fora, dedicando seu tempo integral à educação dos filhos. Bem, mas antes que alguém mais radical pense em me rotular de machista, digo que estas linhas não pretende mudar a opinião de ninguém, mas somente falar da valorização do conceito de família, de quando se reuniam para conversar, em vez de cada um chegar e sentar no seu canto com um celular ou tablet na mão. Assim foi com a minha família quando era criança e adolescente e tantas outras famílias. Ainda recentemente, quando do falecimento de dona Júlia Moscardini, lembrei-me disso, pois ali era, e deve continuar sendo, costume diário de irem chegando os irmãos e irmãs já casados, para ocupar um lugar à mesa na 
copa-cozinha, onde a mesa era posta com as quitandas feitas por elas mesmas colocando o assunto de cada um em dia. Depois de conversarem tomando o completo café, despediam com aquele respeitoso “bença mãe”, prometendo voltar no dia seguinte. Infelizmente, hoje é um consumismo exagerado, que não deixa tempo para esses momentos tão importantes e que jamais serão esquecidos. E o que existe de mais importante do que essa união familiar? Não custa absolutamente nada e está ao alcance de todos. Basta querer. 

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