As mães vão para o céu, porque sucumbem à própria vontade, pela vontade dos filhos.
As mães vão para o céu, porque choram quando querem sorrir e sorriem quando querem chorar.
As mães vão para o céu, porque gritam loucamente quando querem dizer delicadamente.
As mães vão para o céu, porque não precisam de despertador para acordá-las, acordam sem titubear.
As mães vão para o céu, porque oferecem o próprio corpo como alimento, tenha dor ou sofrimento.
As mães vão para o céu, as que trabalham fora e as que lutam em casa.
As mães vão para o céu, porque não tiram férias, não têm décimo terceiro e nem descanso semanal.
As mães vão para o céu, porque a jornada é infinita e invisível, assim como a luz do sol, que se apaga por aqui e acende no Japão.
As mães vão para o céu, por merecimento, porque dão vida à vida, porque cultivam a mais linda flor, sem ferir-se nos espinhos.
As mães vão para o céu, porque a saudade toma conta do peito, insiste e invade em cheio, a cada segundo interminável de solidão.
Sim, eu sou mãe e mereço um pedacinho no céu!
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.