Não me chamem de boia fria
Que boia fria não sou
No banquete capitalista
Nem boia fria me sobrou
São vocês senhores nababos
Eu escravo camuflado
Vocês me batem me batem
Em paga do meu trabalho
Me batem me batem
Com o chicote da fome
Me batem me batem
Com mãos implacáveis
Me batem me batem
Não me chamem de boia fria
Que boia fria não sou
No banquete capitalista
Nem boia fria me sobrou
Como bateram em Luther King
Como bateram em Jesus Cristo
Vocês me batem me batem
Com o chicote da fome
Me batem me batem
Com o cassetete da opressão
Me batem me batem
Com toda crueza
Me batem me batem
E me deixam na mão
Mas um dia acabo com isto
Viro a mesa
Ponho fim à escravidão
(Poema musicado por Valdir Rosa e Juninho)
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