Municípios em situação de calamidade financeira, servidores sem receber, contas atrasadas. Contrastando com esta realidade enfrentada em cidades por todo o País, inclusive na região, por causa da crise econômica que atinge em cheio a arrecadação, a Prefeitura de Franca está com as contas equilibradas e conseguiu fechar o primeiro semestre no azul, com mais de R$ 54 milhões no caixa. O saldo positivo, no entanto, não significa fartura. As contas precisam de monitoramento constante e não há recursos para investimentos.
Em que pese o saldo negativo de cerca de R$ 10 milhões verificado nos últimos dois meses, os valores acumulados de janeiro a julho, das receitas arrecadadas e despesas pagas, resultam superávit financeiro de R$ 54.663.701,04.
“Muitas informações distorcidas estão sendo divulgadas. Não há rombo, nem anormalidade. Nossa situação financeira está equilibrada, mas requer monitoramento constante. Só podemos gastar o que recebemos”, disse a secretária de Finanças, Neide Lopes.
Ela disse que os números negativos referentes aos meses de junho e julho, que foram alvo de questionamento por parte do vereador Tony Hill (PSDB), em sessão da Câmara nesta semana, são naturais nas finanças públicas.
Neste mesmo período do ano passado, o déficit era de R$ 12 milhões. O governo fechou o ano com R$ 81 milhões no banco, sendo R$ 38 milhões de disponibilidade sem comprometimento.
“As oscilações mensais entre as arrecadações e os pagamentos são normais devido ao giro da máquina, contratos em andamentos, prestações de serviço e materiais que não podem sofrer interrupção. A concentração de recursos é maior no começo do ano por conta do pagamento do IPTU e do IPVA.”
Em janeiro, a Prefeitura teve uma receita de R$ 93,7 milhões e despesas de R$ 22,9 milhões, ou seja, superávit de R$ 70,7 milhões. “O valor é diluído ao longo do ano, quando as receitas são menores. Considero que o município de Franca é uma exceção. Tem uma arrecadação considerada baixa e consegue fazer milagre. Mesmo com o equilíbrio, não descuidamos do monitoramento, sempre agimos com cautela é só gastamos de acordo com a arrecadação. Quando tem alerta, a gente equaciona e corta o que não é prioritário. No meu dia-a-dia é assim. É preciso ter responsabilidade para mexer com dinheiro público”, disse.
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