EX-PRESIDENTE, EM PLENA CAMPANHA, AINDA FAZ O PAPEL DE CARNEIRINHO
O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, condenado a quase dez anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro (só não foi preso porque a condenação depende de acórdão em segunda instância), já iniciou a sua campanha eleitoral. Em périplo pelos Estados do Nordeste e Norte, onde conta com o apoio de nomes alheios ao seu Partido dos Trabalhadores, como o senador peemedebista Renan Calheiros (alvo de quase uma dezena de processos na Justiça, todos por corrupção) e outros nomes se perpetuam no poder, legando a filhos e netos a herança de uma política que transformou o Brasil em terra arrasada, ataca ferozmente governo, adversários, justiça e todos os que não comungam com a sua ideologia. Agindo de forma ilegal (a lei não permite campanha eleitoral fora do período previsto), Lula tem deixado no ar uma série de perguntas que merecem ser respondidas à altura, para mostrar que o brasileiro não é tão burro como ele pensa.
Antes de tudo, o ex-presidente continua chamando o presidente Michel Temer (PMDB) de “golpista sem voto”, esquecendo-se que o atual ocupante do Planalto, como vice, recebeu os mesmos votos destinados a Dilma Rousseff (PT) nas eleições de 2014. Quanto à forma como assumiu à presidência é algo que já foi muito discutido aqui. Então vamos à principal pergunta de Lula, que fez a alegria da claque organizada pelos movimentos ligados ao PT. “Eu quero saber por que o país tava bom e piorou tanto”, disse Lula em evento na Bahia. Ou ele está redondamente enganado (o País não estava bom) e a piora ocorreu por causa dos dois governos de um poste chamado Dilma Rousseff, que jogou a economia brasileira no buraco e nos legou a maior recessão da história brasileira. Contribuiu ainda a política de desonerações de Lula que estimularam o consumo e deixou muita gente perto da bancarrota. Simples assim.
Só quem não acompanhou os lances do processo da Lava Jato vê Lula como um cordeirinho. Não adianta dizer não ser dono do tríplex do Guarujá e do sítio de Atibaia, hoje abandonados depois das denúncias dos delatores. O ex-presidente “Não é possível governar só olhando estatística do Banco Central, cortar, cortar, cortar”, disse ele. Este tipo de decisão, ele deveria reconhecer, é necessária depois da passagem do PT pelo Planalto. E para finalizar perguntou: “Porque criamos 22 milhões de empregos com carteira assinada e agora tem 14 milhões de desempregados?”. Sem entrar no mérito da criação de vagas, os 13,5 milhões de desempregados são resultado da política econômica dos governos petistas. Ele precisa é explicar como se roubou tanto dinheiro de estatais e ministérios quando era presidente e só ele “não sabia”. O brasileiro não quer responder perguntas: ele exige as respostas que Lula evita dar.
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